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opinião dos ingleses

Atitude em relação aos alimentos geneticamente modificados está mudando

De 2008 a 2013 as vendas de produtos orgânicos comprados por ambientalistas e pessoas preocupadas com a saúde diminuíram 15%

Atitude em relação aos alimentos geneticamente modificados está mudando
Em parte essa mudança de atitude é uma consequência da recessão (Fonte: Reprodução/Alamy)

Em uma tarde úmida de domingo os clientes do supermercado Tesco, no sul de Londres, não tinham interesse em discutir a questão dos alimentos geneticamente modificados (GM). Alguns fizeram um gesto de indiferença diante da pergunta, outros ignoravam o que eram alimentos GM. Uma senhora disse que só comprava alimentos orgânicos, mas se não fossem muito caros. A aparente indiferença é surpreendente.

A Grã-Bretanha liderou o movimento contra os alimentos geneticamente modificados. No final da década de 1990 manifestantes vestidos com macacões invadiram os campos; as passeatas e reuniões em locais estratégicos organizadas por ONGs ambientais atraiam multidões ansiosas. O público apoiava o movimento de protesto: segundo uma pesquisa de opinião realizada pela Ipsos MORI em 2003, 42% das pessoas questionadas achavam que os riscos dos alimentos GM superavam os benefícios. Só 20% pensavam que os benefícios compensavam os riscos; o resto tinha dúvidas ou não se interessavam pelo assunto. A maioria dos europeus tinha a mesma opinião. A influência da opinião pública impediu a comercialização das colheitas de alimentos GM em quase toda a Europa, inclusive na Grã-Bretanha.

No entanto, a opinião dos ingleses mudou em 2011: só 27% pensava que os alimentos GM não eram saudáveis, enquanto 34% achava que tinha muitos benefícios. Em comparação com a França e a Alemanha, onde a oposição aos alimentos GM ainda era forte, agora os ingleses estão menos mobilizados.

Em parte essa mudança de atitude é uma consequência da recessão. De 2008 a 2013 as vendas de produtos orgânicos comprados por ambientalistas e pessoas preocupadas com a saúde diminuíram 15%, como resultado também da iniciativa dos supermercados de colocarem produtos mais baratos nas prateleiras.

Fontes:
The Economist - Genetically modified food: Frankenfine

2 Opiniões

  1. Daniel disse:

    Produtos GM são sim um verdadeiro veneno! Infelizmente a maioria das pessoas tem o péssimo hábito de não pesquisar e acredita em toda informação que é acessada mais facilmente, como as de jornais, revistas e sites. Querem ficar bem informados, vão atrás de pesquisas realizadas por instituições sérias e principalmente sem conflitos de interesse, talvez vocês descubram que ratos alimentados por 9 meses com milho GM desenvolveram enormes tumores (100% dos ratos alimentados com esse veneno). Cabe a cada um cuidar do que ingere, se você prefere, por exemplo, deixar de comprar um produto orgânico para poder levar 4 litros de refrigerantes a mais no seu carrinho de compras, tudo bem, afinal cada um faz o que quer da sua vida… Na minha casa tento sempre utilizar produtos orgânicos, infelizmente quando estou na rua não tenho opção, mas um dia teremos sim mais opções e eu certamente estarei lá.
    Diga não a produtos GM e produtos cheios de pesticida. Não de esse lixo para seus filhos!

  2. Carlos U Pozzobon disse:

    A luta contra os organismos geneticamente modificados apareceu mais como uma superstição do que com fundamentos científicos. Era natural que os adeptos do ECOMISTICISMO adotassem esta bandeira. Mas também era sabido que a febre iria passar, como sempre acontece com a humanidade. Menos no Brasil, onde o nosso arcaísmo tem uma gênese prolongada e só deverá declinar quando os europeus transformarem em moda chic comer produtos GM. De repente aparece uma batata com propriedades excepcionais e todo o mundo vai atrás.

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