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Aumenta o número de escolas que ensinam em inglês em países não anglófonos

As escolas internacionais de língua inglesa antes destinadas ao ensino de expatriados agora têm alunos da elite social de países não anglófonos

Aumenta o número de escolas  que ensinam em inglês em países não anglófonos
Nos últimos 25 anos o número de escolas internacionais aumentou de menos de mil para mais de 7.300 (Reprodução/Getty Images)

Houve um grande crescimento das “escolas internacionais”, que ensinam em inglês em países não anglófonos, em geral com um currículo que oferece exames de qualificação para acesso à universidade de acordo com os padrões educacionais do Reino Unido, Estados Unidos e do International Baccalaureate. Segundo o International School Consultancy Group (ISC), com sede na Grã-Bretanha, nos últimos 25 anos o número de escolas internacionais aumentou de menos de mil para mais de 7.300. No ano acadêmico de 2013-14 essas instituições de ensino geraram uma receita de U$41.6 bilhões, com um total de 3,75 milhões de alunos. Vinte e dois países têm mais de cem escolas internacionais, em maior número nos Emirados Árabes Unidos com 478 escolas, seguido pela China, com 445.

Mas, atualmente, as escolas internacionais cada vez mais desvirtuam seu nome. Apesar do público ser diferente de acordo com o lugar, quatro quintos dos alunos ao redor do mundo são jovens nascidos no país sede da escola, segundo estimativa do ISC. Há trinta anos, a proporção era de um quinto. O principal motivo para esse número de alunos locais é a demanda crescente do ensino em grande parte ou exclusivamente em inglês nos países ricos e, ainda mais, de pais ricos, que querem preparar os filhos para cursar universidades na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. “A reação de pessoas que enriquecem é a de querer que os filhos aprendam inglês”, disse Nicholas Brummitt do ISC. “E quanto mais ricos o desejo é que sejam ensinados em inglês.”

Fontes:
The Economist-The new local

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