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Autoridades americanas causam má impressão entre turistas

O comportamento arbitrário das autoridades americanas nos aeroportos causa uma péssima impressão nos viajantes

Autoridades americanas causam má impressão entre turistas
Comportamento das autoridades nos aeroportos causam uma péssima impressão nos turistas (Foto: Pixabay)

Que tipo de recepção os viajantes esperariam receber ao chegarem nos Estados Unidos? A resposta deveria ser uma recepção calorosa. Os americanos são um dos povos mais simpáticos do mundo. Mas, infelizmente, para esse povo hospitaleiro alguns relatos sobre o comportamento das autoridades nos aeroportos causam uma péssima impressão nos turistas.

Assim, depois de assistir ao agora famoso vídeo da United Airlines no qual um passageiro de origem vietnamita é retirado à força do avião para dar lugar à tripulação, os asiáticos talvez pensem que situações semelhantes podem acontecer com eles. Há pouco tempo, pessoas de determinadas etnias foram impedidas de entrar no país por causa de questões religiosas.

Existem planos de dar ainda mais autoridade aos funcionários dos aeroportos para examinar os smartphones e exigir as senhas de redes sociais e detalhes financeiros dos viajantes. Mesmo os cidadãos americanos não estão imunes à vigilância, como no caso do engenheiro da Nasa, Sidd Bikkannavar, a quem pediram para entregar o celular e informar a senha para desbloqueá-lo ao chegar no aeroporto de Houston em 30 de janeiro, dez dias após a posse de Donald Trump.

Logo depois da declaração do CEO da United, Óscar Muñoz, que a companhia iria fazer uma revisão nos procedimentos em casos de overbooking, o Los Angeles Times publicou o relato de um passageiro da primeira classe de um voo da United a quem ameaçaram de prender com algemas se não cedesse sua poltrona a um passageiro com alta prioridade. A mídia e seus leitores gostam de matérias desse tipo. Por esse motivo, as más reputações são fáceis de adquirir, mas difíceis de serem esquecidas.

Fontes:
The Economist-America’s woeful image among travellers is self-perpetuating

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4 Opiniões

  1. laercio disse:

    Se for necessário causar para proteger o povo, sem problemas.

    As autoridades para cumprirem bem sua missão não tem que distribuir rosas.

    No Brasil as autoridades tem que abaixar a cabeça para tudo tipo de marginal deixado o povo a mercê dá própria sorte.

    Se é para defender seu povo parabéns autoridades americanas!

    Um não para aqueles que pensam que segurança é feita com maços de rosas

  2. Jorge Hidalgo disse:

    Num brasil sem lei ou melhor, com leis até demais, porém jamais cumpridas e observadas, não podemos achar que abusos são corretos. Todavia, do jeito que as coisas estão nos EUA me sinto no direito de boicotar aquele belo país – ao menos até a hora em que o povo americano resolva dar um basta a esse bufão presidencial.

  3. Markut disse:

    Afinal o mundo todo anda afetado pela barbárie do Estado Islâmico.
    Paises como os EEUU, Alemanha, França,Inglaterra, Suécia , etc, já sofreram as graves consequências.
    Não se trata, porem, de justificar cenas como a da brutalidade sofrida por esse passageiro vietnamita.
    Mas, dá para imaginar a neurose coletiva que se apossa de um país que já sofreu e sofre ainda as consequências desse terrorismo, que se utiliza tambem dos inexplicaveis lobos solitários.
    Como observa Laercio , segurança de emergência, como é o caso, não é feita como maços de rosas.
    Esse tipo de comportamento contra o passageiro da United não se justifica, mas explica a atitude atrabiliária e irracional de funcionários, emocionalmente afetados,pelos riscos da missão que lhes cabe.

  4. Lucinda Telles disse:

    Não é “comportamento arbitrário”, o nome disso é arrogância.

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