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Mutilação Genital

Autoridades e ativistas se empenham para acabar com a mutilação genital feminina

O governo britânico comprometeu-se a oferecer mais treinamento a professores e médicos

Autoridades e ativistas se empenham para acabar com a mutilação genital feminina
Fahma Mohamed liderou uma campanha com a finalidade de convencer o governo a escrever a todos os professores alertando-os contra os perigos da MGF (Reprodução/Internet)

Em 6 de fevereiro a polícia prendeu uma mulher inglesa no aeroporto de Heathrow suspeita de envolvimento em casos de mutilação genital feminina. Ela iria embarcar em um avião com destino a Gana acompanhada de uma menina de 8 anos. Essa prisão faz parte do aumento da vigilância a fim de proibir a prática da MGF no mundo. O progresso nos últimos dois anos para reprimir a mutilação genital feminina “excedeu nossas expectativas”, disse Janet Fyle do Royal College of Midwives.

Segundo uma estimativa, 137 mil mulheres foram submetidas à mutilação genital na Grã-Bretanha. A MGF consiste na remoção dos órgãos genitais femininos externos e, na forma mais grave, na remoção dos grandes e pequenos lábios e no fechamento da vagina. Essa prática foi declarada ilegal na Grã-Bretanha em 1985, mas os casos têm aumentado devido à imigração. As meninas são com frequência enviadas para o exterior onde sofrem a mutilação, um ato considerado ilegal em 2003.

Essas práticas criminosas adquiriram mais destaque em parte por causa do trabalho de ativistas como Fahma Mohamed, uma adolescente de Bristol, que liderou uma campanha com a finalidade de convencer o então ministro da Educação do Reino Unido, Michael Gove, a escrever a todos os professores alertando-os contra os perigos da MGF. Gove, por fim, concordou com o pedido. O relatório de uma comissão parlamentar divulgado em julho acusou políticos, a polícia, escolas e hospitais de omissão diante de casos de mutilação genital feminina. O primeiro-ministro, David Cameron, em colaboração com a Unicef, promoveu o primeiro “Girl Summit” em 22 de julho de 2014, no qual o governo comprometeu-se a oferecer mais treinamento a professores e médicos, com o objetivo de identificar e ajudar jovens em situação de risco. Por sua vez, em mais uma iniciativa do governo do Reino Unido, Theresa May, a ministra do Interior, lançou uma campanha em dezembro para incentivar o relato de casos de MGF à polícia.

Fontes:
Economist-The cruellest cut

2 Opiniões

  1. Roberto Santhiago disse:

    Para Myrna Herzog:
    Concordo com os questionamentos que você coloca em seu comentário, porém, creio que a referência ao Opinião e Notícia está mal aplicada, visto que o site é apenas informativo, não sendo, portanto, investigativo, como você sugere.

  2. Myrna Herzog disse:

    O artigo acima é importante pois denuncia uma das mais cruéis formas de ataque à mulher. A sua mutilação genital com o objetivo de que esta não tenha prazer.

    No entanto, reproduzindo o Economist, Opinião e Notícia se abstém de elucidar a questão: de onde, de que tradição vem esta prática terrível? Que credo prega tal prática? Em que bases?

    Aguardamos matérias complementares, elucidando o assunto.

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