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Bachelet é a nova alta comissária de Direitos Humanos da ONU

Ex-presidente do Chile vai assumir o posto no dia 1º de setembro, após o jordaniano Zeid Ra'ad Al deixar o cargo

Bachelet é a nova alta comissária de Direitos Humanos da ONU
Nome de Bachelet foi indicado na última quarta-feira, 8, e aprovado nesta sexta-feira, 10 (Foto: Michelle Bachelet/Twitter)

A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet é a nova alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos. Bachelet foi indicada para o cargo pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, na última quarta-feira, 8, e aprovada nesta sexta-feira, 10, pela Assembleia Geral.

Michelle Bachelet, de 66 anos, vai suceder o atual alto comissário, o jordaniano Zeid Ra’ad Al Hussein, que deixará o cargo no próximo dia 31 de agosto. António Guterres celebrou a aprovação do nome da chilena, destacando que a ex-presidente é “uma figura formidável” tanto no Chile, quanto na ONU, e agradeceu os anos de serviço de Hussein.

“Quero expressar minha profunda gratidão ao meu bom colega e amigo Zeid Ra’ad Al Hussein por sua liderança, paixão, coragem e habilidade em servir como Alto Comissário nos últimos quatro anos”, apontou Guterres.

Michelle Bachelet foi presidente do Chile durante oito anos, com o primeiro mandato ocorrendo entre 2006 e 2010, e o segundo entre 2014 e 2018, deixando a posição em março deste ano. Antes de assumir a presidência, foi ministra da Defesa (2002-2004) e da Saúde (2000-2002). Em 2010, ela foi nomeada a primeira diretora executiva da ONU para a Igualdade de Gênero e Empoderamento da Mulher (ONU-Mulheres).

Ademais, Bachelet sabe da importância dos direitos humanos para a dignidade das pessoas. Durante a ditadura chilena, comandada por Augusto Pinochet, ela foi presa, torturada e exilada na Austrália e, em seguida, na Alemanha Oriental.

Guterres destacou a experiência de Bachelet como presidente do Chile, uma das maiores nações da América Latina, e a força por ser “uma sobrevivente da brutalidade pelas autoridades que alvejaram a ela e sua família há muitas décadas”. “Ela viveu sob a escuridão da ditadura”, lembrou o secretário-geral.

De acordo com Guterres, os direitos humanos passam por um momento delicado em todo o mundo. Enquanto os direitos humanos erodem em diferentes partes do planeta, Bachelet vai precisar lidar com o contexto geopolítico da posição. Isso porque, Zeid, atual alto comissário, entrou em confronto com Estados Unidos, China e Rússia, perdendo apoio para continuar no cargo.

“Ela conhece as responsabilidades da liderança nacional e global. Ela toma posse em um momento de grave consequência pelos direitos humanos. O ódio e a desigualdade estão em ascensão. O respeito pelo direito humanitário internacional e pelos direitos humanos está em declínio. O espaço para a sociedade civil está encolhendo. Liberdades de imprensa estão sob pressão. Para navegar nestas correntes, precisamos de um forte defensor de todos os direitos humanos – civis, políticos, econômicos, sociais e culturais. Precisamos de uma pessoa que possa garantir a integridade dos indispensáveis ​​mecanismos de direitos humanos das Nações Unidas”, apontou.

Através das redes sociais, Bachelet agradeceu por toda a confiança em seu trabalho para um cargo tão importante. Em um vídeo postado no Twitter, a ex-presidente chilena agradeceu por todo o apoio que tem recebido, tanto dos amigos, quanto da ONU.

“Profundamente agradecida e honrada de anunciar a minha aceitação como nova alta comissária para os Direitos Humanos da ONU. Agradeço ao secretário-geral António Guterres e à Assembleia Geral por me confiar essa importante tarefa”, agradeceu.

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