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EX-PRESIDENTE DO CHILE

Bachelet é indicada para Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU

Secretário-geral da ONU, António Guterres, indicou Bachelet para suceder o atual alto comissário, Zeid Ra-ad Al Hussein, que deixa o cargo no próximo dia 31

Bachelet é indicada para Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU
Nome de Bachelet ainda precisa ser aprovado pelo Assembleia Geral da organização (Foto: Wikimedia)

A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet pode se tornar a nova alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos. O anúncio foi feito na última quarta-feira, 8, através de um comunicado no site da ONU

Segundo o anúncio, o secretário-geral da ONU, António Guterres, indicou o nome de Bachelet para suceder o atual alto comissário, o jordaniano Zeid Ra-ad Al Hussein, que deixará o cargo no próximo dia 31 de agosto, após quatro anos na função. O nome de Bachelet ainda precisa ser aprovado pela Assembleia Geral da organização.

Michelle Bachelet, de 66 anos, foi presidente do Chile durante oito anos, com o primeiro mandato ocorrendo entre 2006 e 2010, e o segundo entre 2014 e 2018, deixando a posição em março deste ano. Antes de assumir a presidência, foi ministra da Defesa (2002-2004) e da Saúde (2000-2002). Em 2010, ela foi nomeada a primeira diretora executiva da ONU para a Igualdade de Gênero e Empoderamento da Mulher (ONU-Mulheres).

Ademais, Bachelet sabe da importância dos direitos humanos para a dignidade das pessoas. Durante a ditadura chilena, comandada por Augusto Pinochet, ela foi presa, torturada e exilada na Austrália e, em seguida, na Alemanha Oriental.

A nomeação de Bachelet foi celebrada pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro. Pelas redes sociais, Almagro exaltou a experiência e a liderança da chilena.

No entanto, caso ascenda ao cargo, a ex-presidente do Chile não terá uma tarefa fácil. Enquanto os direitos humanos erodem em diferentes partes do mundo, Bachelet vai precisar lidar com o contexto geopolítico da posição. Isso porque, Zeid, atual alto comissário, entrou em confronto com Estados Unidos, China e Rússia, perdendo apoio para continuar no cargo.

“Se for eleita, Bachelet assumirá um dos trabalhos mais difíceis do mundo em um momento em que os direitos humanos estão sob ataque generalizado”, afirmou Kenneth Roth, diretor executivo da Humans Rights Watch, segundo noticiou o jornal Estado de S. Paulo.

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