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Ban Ki-moon pede para que os países-membros parem de encobrir estupros das forças de paz

O secretário-geral das Nações Unidas pede que os países investiguem e processem soldados acusados de violência sexual

Ban Ki-moon pede para que os países-membros parem de encobrir estupros das forças de paz
Ban disse que este assunto é uma 'prioridade número um' (Foto: Eskinder Debebe/UN)

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu para que os países, cujos soldados são responsáveis por estupro e exploração sexual em missões de paz, parem de encobrir seus crimes e os coloquem em julgamento.

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Ban disse que este assunto é uma “prioridade número um”, depois de uma série de revelações sobre estupro e exploração sexual em missões de paz, geralmente envolvendo crianças.

Autoridades da ONU reconhecem que a organização não conseguiu resolver suficientemente o problema, em parte por causa da ameaça de alguns países de sair das operações das forças de paz da ONU, caso os soldados sejam nomeados e envergonhados publicamente.

No entanto, Ban Ki-moon disse que as Nações Unidas tiveram uma reação limitada, porque os governos se recusaram a lhe dar autoridade para fazer mais do que mandar  os responsáveis por abuso sexual voltarem para casa. Ele apelou aos países-membros a mostrarem “uma maior responsabilidade institucional” de investigar e processar os culpados.

Em agosto, Ban exigiu a renúncia do chefe das operações das forças de paz na República Centro-Africana (CAR, na sigla em inglês), Babacar Gaye, diante de sua falha em lidar com “alegações sérias” sobre a conduta dos capacetes azuis. Naquele momento, Ban disse que estava “angustiado, irritado e envergonhado” por uma série de incidentes, incluindo um relatório da Anistia Internacional sobre o estupro de uma menina de 12 anos e a morte de um garoto de 16 pelas tropas de paz.

Ban não nomeou individualmente os países, mas autoridades das Nações Unidas disseram que ao mesmo tempo em que a França, o Marrocos e a África do Sul processaram tropas, outros como o Paquistão e a República Democrática do Congo, frequentemente, não fizeram nada. Além disso, as autoridades também acusaram alguns governos de usar a organização para proteger seus exércitos da fiscalização e do peso da crítica pública.

 

Fontes:
Stop protecting peacekeepers who rape, Ban Ki-moon tells UN member states

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