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HOMENAGEM

Barcelona homenageia vítimas de atentados de 2017

Atentado terrorista que deixou 16 mortos e mais de 100 feridos completa um ano nesta sexta-feira, 17

Barcelona homenageia vítimas de atentados de 2017
Apesar das homenagens, clima político tomou conta da Praça da Catalunha (Foto: Exteriors Catalunya/Twitter)

Em 17 de agosto de 2017, dois atentados terroristas consecutivos na região da Catalunha, Espanha, deixaram 16 mortos e mais de 100 feridos. Um ano depois, nesta sexta-feira, 17, sob forte tensão política, catalães, governo e a monarquia espanhola prestaram homenagem aos mortos e feridos nos ataques.

A cerimônia de homenagem aconteceu na Praça da Catalunha, contando com a presença de centenas de pessoas, entre elas 200 vítimas – entre feridos e parentes dos mortos – e o rei Felipe VI. O monarca, no entanto, não foi bem recebido.

A região da Catalunha continua lidando com os movimentos pró e contra a emancipação da Espanha. Parte da população pede para que a localidade se torne independente. No entanto, outra parcela, assim como o governo espanhol, quer manter todo o país unido.

Os parentes das vítimas tinham solicitado que nesta sexta-feira, um dia de dor para centenas de pessoas, os conflitos políticos fossem deixado de lado. No entanto, separatistas exibiam faixas pela independência da Catalunha e contra o rei Felipe VI, que já se posicionou contrário à separação da região em diferentes oportunidades, tornando-o uma “persona non grata” na Catalunha.

Por outro lado, os clamam pela união também não se calaram. Os manifestantes ecoaram gritos de “viva o rei” e “viva a Espanha” e exibiram bandeiras pela união do país. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, usou as redes sociais para pedir a união de todos em memória das vítimas. “A unidade de toda a sociedade espanhola nos faz fortes contra o terror e a barbárie. Este #17ª [17 de agosto] e sempre, estaremos em Barcelona ao lado das vítimas, solidários com sua dor, unidos na memória. Firmes ante a irracionalidade do terrorismo”, escreveu Sánchez.

Homenagens

A prefeitura de Barcelona planejou um evento simples para evitar que o clima político interferisse nas homenagens. Parentes das vítimas depositaram flores no mosaico do artista Joan Miró, onde terminou o percurso da van usada no atentado. Um poema do inglês John Donne foi lido em diferentes idiomas e várias músicas foram interpretadas.

Atentados terroristas

Os atentados terroristas ocorridos na Catalunha ocorreram em dois momentos, nos dias 17 e 18 de agosto de 2017. No primeiro, Younes Abouyaaqoub, dirigindo uma van branca, avançou contra uma multidão na Rambla, principal cenário da tragédia, em Barcelona, na tarde do dia 17. No incidente, 14 pessoas morreram, incluindo uma criança australiana e uma espanhola, e mais de 100 ficaram feridas.

Younes Abouyaaqoub conseguiu fugir, roubando um carro e matando o condutor. No entanto, quatro dias mais tarde, ele foi morto pela polícia. Na madrugada do dia 18 de agosto, foi a vez de cinco de seus cúmplices reproduzirem o mesmo ataque em Cambrils, no sul de Barcelona. Depois de atropelar as vítimas, os terroristas, de 17, 19 e 24 anos, atacaram as pessoas com facas. Uma mulher morreu e os autores do ataque foram mortos pela polícia.

“Vi a van passar a meio metro de mim e dali já vi tudo, tudo o que fez… As pessoas voavam como se fossem bonecos quebrados, fiquei paralisada, tinha muita gente sangrando no chão”, afirmou Ana Cortés, uma sobrevivente do atentado, segundo noticiou o portal G1.

Um ano depois, a polícia espanhola ainda tenta desvendar se a célula extremista de Younes Abouyaaqoub tem ligação com o Estado Islâmico, que reivindicou o ataque. Três membros da célula estão na prisão. As investigações apontaram que o marroquino Abdelbaki Es Satty, um imã de 44 anos, doutrinou inúmeros jovens.

Inicialmente, o ataque seria feito com explosivos, mas a explosão acidental dos artefatos obrigou os terroristas a improvisar. A explosão causou a morte de Abdelbaki Es Satty e outros membros da célula, que miravam espaços como a Torre Eiffel, o Camp Nou – estádio do time do Barcelona – e uma discoteca LGBT.

 

Leia mais: Barcelona é palco de atentado terrorista
Leia também: Madrid aprova intervenção; Catalunha oficializa independência

Fontes:
AFP-Barcelona lembra vítimas de atentados um ano depois
G1-Sobreviventes de ataques terroristas em Barcelona e Cambrils revivem trauma um ano depois

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