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Baterias dos smartphones podem ser usadas pra invadir a privacidade do usuário

Pesquisadores demonstraram como identificar pessoas usando nada mais que a bateria dos seus dispositivos

Baterias dos smartphones podem ser usadas pra invadir a privacidade do usuário
Navegadores podem usar as informações de bateria do dispositivo para identificar usuários (Foto: Pexels)

Uma característica pouco conhecida de alguns navegadores da internet é que sites podem descobrir quanto de bateria um visitante tem em seu computador ou smartphone. Agora, pesquisadores da área de segurança na internet descobriram que esta informação pode ser usada para localizar usuários online.

O status de bateria é atualmente suportado pelos navegadores Firefox, Opera e Chrome, e foi introduzido pelo World Web Consortium, (W3C, a organização que supervisiona o desenvolvimento de padrões da internet) em 2012, com o objetivo de ajudar os sites a conservar a bateria do usuário. Idealmente, um site ou aplicativo pode perceber quando a bateria do visitante está fraca e mudar para um modo de conservação de energia, fechando partes supérfluas para utilizar a bateria restante da forma mais eficiente possível.

A especificação do W3C libera os sites de ter que pedir permissão para descobrir o quanto resta de bateria nos dispositivos, argumentando que “a informação divulgada tem impacto mínimo na privacidade, então é divulgada mesmo sem a permissão dos usuários”. Mas em um novo estudo, quatro pesquisadores em segurança franceses e belgas dizem que esta informação é questionável.

Os pesquisadores apontam que a informação que um site recebe é surpreendentemente específica, contendo o estimado tempo que a bateria vai levar para ser descarregada, assim como a capacidade da bateria restante expressa em percentagem. Estes dois números, combinados, podem operar como um número de identidade virtual.

Por exemplo, quando um usuário visita uma página do Chrome em modo anônimo, o site não deveria poder identificá-lo em uma visita subsequente com o modo anônimo desativado. Mas os pesquisadores acreditam que isso pode não mais funcionar: “Quando visitar consecutivas são feitas dentro de um curto intervalo de tempo, o site pode identificar a identidade velha e a nova do usuário, usando o nível de bateria do dispositivo.”

Fontes:
The Guardian - How your smartphone's battery life can be used to invade your privacy

1 Opinião

  1. Roberto1776 disse:

    Tanto o artigo em inglês como o em português são incompreensíveis. Não fica clara a vantagem que alguém teria em identificar o usuário. Parece que estão imaginando encontrar pelos em ovos.

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