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PELA PRIMEIRA VEZ

Battisti admite envolvimento em quatro assassinatos

Italiano teria matado duas pessoas e ordenado a morte de outras duas. Battisti cumpre prisão perpétua desde janeiro, quando foi extraditado para a Itália

Battisti admite envolvimento em quatro assassinatos
Battisti viveu no Brasil entre 2004 e 2018 (Foto: Polizia di Stato/Twitter)

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O italiano Cesare Battisti, preso e extraditado para a Itália em janeiro deste ano, admitiu, pela primeira vez, envolvimento em quatro assassinatos. Battisti havia sido condenado pelas mortes em 1993, porém só começou a cumprir a sentença neste ano, quando voltou à Itália.

A informação foi revelada pela imprensa italiana nesta segunda-feira, 25. A admissão de culpa teria ocorrido no último sábado, 23, em um interrogatório liderado pelo procurador Alberto Nobili, responsável pelo grupo antiterrorista de Milão. Battisti, de 64 anos, cumpre prisão perpétua.

De acordo com o jornal italiano La Repubblica, Battisti teria matado duas pessoas e ordenado a morte de outras duas. Ademais, o italiano também admitiu ter ferido três pessoas em diferentes roubos promovidos por ele ao longo dos anos 1970. Todos os crimes teriam ocorrido enquanto Battisti integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

“Eu falo das minhas responsabilidades, não vou nomear ninguém. Quando matei foi uma guerra justa para mim”, afirmou Battisti a Nobili. As mortes foram de um agente da polícia, um joalheiro, um guarda carcerário e um militante neofascista.

Battisti viveu no Brasil entre os anos de 2004 e 2018. Antes, ele havia se refugiado na França e no México. Em território brasileiro, ele foi preso em 2007, mas recebeu o refúgio em 2009, concedido pelo então ministro da Justiça Tarso Genro. Na época, o governo italiano solicitou a extradição de Battisti, mas o então presidente Lula negou.

Em 2017, a Itália voltou a solicitar a extradição de Battisti. No fim do ano passado, o ex-presidente Temer aceitou o pedido. Desde então, o italiano passou a ser procurado. Em janeiro deste ano, Battisti foi encontrado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, sendo preso e, em seguida, extraditado para a Itália.

Pelas redes sociais, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, classificou Battisti como “herói da esquerda”, afirmando que a permanência do italiano no Brasil era apoiada pelo governo do PT e pelos partidos Psol e PCdoB, além do Movimento sem Terra (MST).

“Por anos denunciei a proteção dada ao terrorista, aqui tratado como exilado político. Nas eleições, firmei o compromisso de mandá-lo de volta à Itália para que pagasse por seus crimes. A nova posição do Brasil é um recado ao mundo: não seremos mais o paraíso de bandidos”, escreveu Bolsonaro.

Fontes:
G1-Battisti admite envolvimento em quatro assassinatos, diz procurador italiano
Corriere Della Sera-Cesare Battisti si dichiara colpevole degli omicidi per cui è stato condannato. Ecco perché resta un irriducibile

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