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Segurança ou exagero?

Big brother ao volante

Dispositivo acoplado sob painel de automóvel ajudam pais a monitorar motoristas adolescentes

Big brother ao volante
Através de dispositivo, pais poderão saber a velocidade atingida e o destino do veículo dos filhos (Reprodução/Internet)

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Na Califórnia e em outras partes dos EUA que dependem de carros, adolescentes podem tirar uma carteira de motorista aprendiz ao completar 15 anos e meio de idade. Ao completar 16, eles podem fazer o teste de direção efetivo com a condição de terem sido aprovados na prova escrita e no teste de visão de seus estados. Em circunstâncias normais, aqueles que são aprovados nos testes de direção podem transitar em estradas pelos doze meses seguintes apenas se estiverem acompanhados de um adulto. Todas as restrições provisórias em geral perdem o efeito a partir dos 18 anos. O recém-empossado motorista passa então a ser livre para dirigir sozinho, a qualquer hora do dia ou da noite, e para usar um veículo como meio de sustento. Colégios que têm um espaço apropriado costumam oferecem vagas de estacionamento para estudantes do último ano.

Ensinar um primogênito a dirigir pode causar arritmias nos corações de seus pais, fato que gerou todo um negócio para fornecer dispositivos e mecanismos sem fio que alertam a motoristas adolescentes (e a seus pais em casa) quando cintos de segurança não estão sendo usados, quando o limite de velocidade é ultrapassado e quando regras familiares são desrespeitadas. Tais apetrechos são acoplados a uma tela, como um sistema de navegação adicional, ou plugados na placa de diagnósticos de bordo que fica sob o painel.

Mediante o uso de sites especializados, os pais podem determinar a velocidade máxima que um carro pode atingir, as zonas geográficas a serem evitadas e quaisquer destinos que sejam especificamente proibidos. Caso o carro seja dirigido rápido demais, passe a exibir algum comportamento errático ou infrinja quaisquer das regras paternas, o motorista imberbe recebe uma advertência e uma mensagem de texto ou e-mail é enviado para os pais.

Essa tecnologia é tentadora, mas a ideia como um todo cheira a exagero abobado: a confiança tem que entrar na equação em algum momento. Felizmente, tais dispositivos se resumem a traquitanas que dão alertas úteis. Mas a distância entre a tecnologia passiva de hoje em dia (GPS, transmissor sem fio com acelerômetros e outros sensores, junto com a lógica e memória necessárias) e um sistema mais autônomo capaz de assumir o controle do volante não é grande. Pode ser que a próxima geração de dispositivos de auxílio à condução seja capaz de se sobrepujar sobre as ações de um motorista inexperiente.

Fontes:
The Economist-Difference Engine: Driven from drink

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1 Opinião

  1. Marcos Rodrigo Minharo disse:

    Valores como confiança, educação e respeito de nada servem… Dá-lhe câmera nessa juventude adorável…

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