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A insurgência islâmica na Nigéria

Boko Haram se alastra pela Nigéria

O Boko Haram aperta o cerco

Boko Haram se alastra pela Nigéria
Várias cidades do estado, incluindo Gwoza e Bama, estão sob o controle dos insurgentes (Reprodução/Internet)

Para uma cidade conhecida como “lar da paz”, Maiduguri, capital de Borno, no norte da Nigéria, está sendo palco de muita violência. Ela está no centro de uma insurgência do Boko Haram, um grupo islâmico que pretende criar um califado, e o seu destino está sendo observado de perto em capitais ocidentais.

Várias cidades do estado, incluindo Gwoza e Bama, estão sob o controle dos insurgentes. Maiduguri, lar de aproximadamente 2 milhões de pessoas, parece ser o alvo final. Ataques recentes foram dirigidos a Konduga, uma cidade a cerca de 35 km do centro da cidade. “A única rota de entrada e saída de Borno é a estrada Maiduguri-Kano”, afirma um funcionário de uma embaixada ocidental. As outas estradas principais para a capital são controladas por militantes.

E até possível que a violência possa atrasar a eleição presidencial marcada para o início do ano que vem. A imprensa local noticiou no início de setembro que David Mark, presidente do senado, afirmou que “não havia porque pensar em eleições” porque o país se encontrava em guerra. Esse comentário foi rapidamente retirado. Mas apesar de tais boatos, não há muitos sinais que sugerem que a elite política e econômica do país estão dando muita atenção ao movimento rebelde, possivelmente porque os problemas no nordeste são percebidos como distantes dos centros políticos e econômicos de Lagos e Abuja.

Esses são sinais de que o governo está se dando conta da severidade da situação, embora esteja demorando a agir. “Duvido que atualmente haja apoio político e militar para dar um fim ao problema”, afirmou um líder da sociedade civil. “É preciso um grande nível de engajamento político, mas eu não acho que atualmente haja interesse em resolver o problema”.

 

 

Fontes:
The Economist-Unrest in the home of peace

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