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BOLÍVIA

Bolivianos vão às urnas no próximo domingo

Pleito é considerado o mais disputado da história da Bolívia. Com leve vantagem sobre o adversário Carlos Mesa, Evo Morales pode chegar ao seu 4º mandato

Bolivianos vão às urnas no próximo domingo
Evo Morales ascendeu ao poder em 2006 (Foto: Evo Morales Ayma/Twitter)

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Os bolivianos vão decidir, no próximo domingo, 20, quem será o próximo presidente a comandar o país. O pleito está sendo considerado o mais disputado da história da Bolívia.

Evo Morales, atual presidente da Bolívia, é o favorito. Caso vença, Morales vai assumir o seu quarto mandato como presidente. No entanto, o centrista Carlos Mesa, que é jornalista e historiador, tem se apresentado forte para o pleito, podendo forçar um segundo turno.

Segundo as últimas pesquisas da universidade estatal, Morales, de 59 anos, tem 32,3% das intenções de voto, enquanto Mesa, de 66 anos, conta com o apoio de 27% dos eleitores. O atual presidente já declarou que espera conquistar 70% dos votos válidos dos cerca de 7,3 milhões de bolivianos aptos a votar no pleito.

Já dados da Fundação Friedrich-Ebert-Stiftung (FES)-Bolívia apontam que Morales tem 44% das intenções de votos contra 32% de Mesa. A pesquisa, porém, aponta 11% de eleitores indecisos, o que pode modificar a quantidade de votos até o próximo domingo.

Caso a previsão da FES-Bolívia se concretize, Morales pode ser eleito ainda no primeiro turno. Para isso, Morales precisa conquistar metade mais um dos votos válidos ou 40% dos votos e uma vantagem de dez pontos percentuais sobre o segundo colocado.

O governo de Morales já dura 14 anos. O atual presidente ascendeu ao poder em 2006, com 54% dos votos. Opositores e críticos ao governo não veem com bons olhos uma possível reeleição, elevando o temor de que a Bolívia vire uma autocracia.

O atual presidente conquistou o direito de disputar mais uma reeleição em 2017, quando o Tribunal Constitucional considerou que disputar o pleito é um direito humano. Isso porque, antes, apenas uma reeleição era possível. Como uma nova Constituição foi aprovada em 2009, apenas foram contabilizadas dentro dessas regras as eleições de 2010 e 2015 – eleição e reeleição.

Para conseguir derrotar Morales, Mesa tem conquistado o apoio de pessoas que vão da esquerda à extrema-direita do aspecto político. Agora, na fase final da corrida eleitoral, o candidato mira os indecisos para conseguir se eleger. Para isso, Mesa tem se apresentado como o “voto útil” contra o “voto seguro” em Morales.

Porém, independentemente de quem ganhar, os analistas políticos acreditam que alianças políticas precisarão ser firmadas – o que Morales já se posicionou contrário. Isso porque nenhum candidato deve conseguir conquistar a maioria do Congresso, que conta com 136 cadeiras.

Após as eleições na Bolívia, será a vez dos uruguaios e argentinos irem às urnas para escolherem os seus representantes, o que pode promover uma mudança de direção na política da América Latina. No entanto, enquanto os bolivianos votam neste próximo domingo, eleitores da Argentina e o Uruguai apenas vão às urnas no próximo dia 27 de outubro.

Fontes:
AFP-Bolívia escolhe seu presidente nas eleições mais acirradas da historia do país
DW-América Latina vive mês-chave nas urnas

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