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Bolton culpa Irã por ataques a petroleiros

No início de maio, petroleiros da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes foram danificados no estreito de Ormuz, próximo ao emirado de Fujeira

Bolton culpa Irã por ataques a petroleiros
Tensão entre EUA e Irã tem se elevado desde maio do ano passado (Foto: Tia Dufour/White House)

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O assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, culpou o Irã por ataques a navios petroleiros da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes (EAU). A denúncia foi feita nesta quarta-feira, 29, durante uma visita de Bolton aos EAU.

Apesar de atribuir culpa aos iranianos, Bolton não apresentou nenhuma evidência para a afirmação. De acordo com o assessor, os petroleiros foram danificados por minas navais que “provavelmente” pertencem ao Irã.

“Está claro que o Irã está por trás do ataque de Fujeira [centro de abastecimento]. Quem mais você acha que estaria fazendo? Alguém do Nepal? […] Não há dúvida para ninguém em Washington, sabemos quem fez isso e é importante que o Irã saiba que sabemos”, afirmou a jornalistas, segundo noticiou a rede Al Jazeera.

O Irã, porém, nega envolvimento nos ataques. No entanto, as tensões na região do Golfo Pérsico estão aumentando devido à insegurança. Na última terça-feira, 28, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, se encontrou com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, para tentar frear a tensão na região.

Se por um lado o Irã tenta controlar a situação na região do Golfo Pérsico, por outro as tensões com os Estados Unidos podem aumentar depois das afirmações de Bolton. O diálogo entre os países tem piorado desde o ano passado, quando os americanos deixaram o acordo nuclear unilateralmente.

Escalada de tensão

Os Estados Unidos anunciaram, em maio de 2018, que iriam se retirar do acordo nuclear do Irã, que foi firmado em 2015, durante a gestão do ex-presidente democrata Barack Obama.  Apesar da saída oficial só ter ocorrido no ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda em campanha eleitoral, em 2016, já tecia críticas ao pacto, classificando-o como “o pior da história”.

A retirada dos EUA não desmantelou o acordo, com os países europeus rapidamente reafirmando o apoio ao pacto. Porém, ainda em maio do ano passado, o Irã afirmou que as ações da União Europeia para tentar manter o acordo nuclear não eram suficientes. Já ao longo do mês de maio de 2019, os iranianos revelaram que começarão a se afastar do pacto.

Se ainda há conversas bilaterais entre União Europeia e Irã, o mesmo não se pode afirmar sobre Estados Unidos e Irã. Desde o ano passado, os países trocam acusações. Os EUA afirmam que os iranianos querem fortalecer o seu programa nuclear, enquanto o Irã diz que os americanos querem derrubar o governo.

Na última segunda-feira, 27, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, negou que o Irã esteja buscando armas nucleares e acusou os Estados Unidos de tentarem causar tensões regionais.

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