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Crise humanitária

Brasil acolhe mais refugiados sírios que os EUA

ONU pede que países industrializados recebam 130 mil refugiados nos próximos dois anos. Brasil já abriga 1.600; EUA, apenas 700

Brasil acolhe mais refugiados sírios que os EUA
Há cerca de 4 milhões de refugiados sírios vivendo em países vizinhos e 8 milhões de refugiados internos (Reprodução/Acnur/AndrewMcConnell)

O conflito civil na Síria é a pior crise global de refugiados em décadas, colocando nova pressão sobre países ocidentais para acolher os deslocados. Essa pressão é a mais intensa desde a guerra no Vietnã, um quarto de século atrás.

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) pede que países industrializados recebam 130 mil refugiados sírios ao longo dos próximos dois anos, mas, até agora, governos de todo o mundo se comprometeram a abrigar pouco menos de dois terços desse número.

O Brasil tem assumido uma política acolhedora. Nos últimos quatro anos, o país se tornou o principal destino de refugiados sírios na América Latina. Ultrapassou também os EUA em número de emissão de vistos para refugiados sírios. Segundo estatísticas do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), o país abriga atualmente cerca de 1.600 cidadãos sírios – o maior grupo entre os aproximadamente 7.600 refugiados que vivem no país. Em 2011, quando a guerra civil síria começou, havia apenas 16 refugiados sírios em território brasileiro.

EUA temem terrorismo

Em comparação, os EUA abrigam um total de 700 sírios desde o início da guerra civil síria, há quatro anos, de acordo com dados do Departamento de Estado. Diante do apelo da ONU, os EUA prometeram aceitar no máximo mais 2 mil sírios até o final do ano. Muitos republicanos são contra a medida por temer a entrada de terroristas no país.

Há atualmente quatro milhões de refugiados em países que fazem fronteira com a Síria – principalmente Jordânia, Líbano e Turquia –, além dos cerca de 8 milhões de deslocados que permanecem dentro do país. Especialistas acreditam que a crise de refugiados ainda vai se agravar nos próximos anos.

 

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