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Região que deveria ser considerada estratégica pelo governo, o Trapézio Amazônico — fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru — é a porta de entrada de cerca de 70% da cocaína traficada no país.
Mesmo assim, a área não recebe atenção do governo. Apenas 34 policiais federais fazem a segurança do aeroporto e no porto locais e a repressão às drogas foi relegada a nove agentes federais. Em Letícia, do lado colombiano da divisa, a mesma tarefa envolve 390 policiais.
Para piorar a situação, uma quadrilha peruana passou a disputar com os colombianos o controle do comércio de cocaína para o Brasil. O conflito entre os dois grupos já ganhou contornos semelhantes aos de uma guerra.