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Brasil é negligente no policiamento da fronteira com Colômbia e Peru

| 8/09/2008 | Enviar | Imprimir | Comentários: 4 | A A A |
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Região que deveria ser considerada estratégica pelo governo, o Trapézio Amazônico — fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru — é a porta de entrada de cerca de 70% da cocaína traficada no país.

Mesmo assim, a área não recebe atenção do governo. Apenas 34 policiais federais fazem a segurança do aeroporto e no porto locais e a repressão às drogas foi relegada a nove agentes federais. Em Letícia, do lado colombiano da divisa, a mesma tarefa envolve 390 policiais.

Para piorar a situação, uma quadrilha peruana passou a disputar com os colombianos o controle do comércio de cocaína para o Brasil. O conflito entre os dois grupos já ganhou contornos semelhantes aos de uma guerra.

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4 opiniões para o artigo: Brasil é negligente no policiamento da fronteira com Colômbia e Peru

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Opinião de EDVALDOTAVARES
Na data: 8 de setembro de 2008 as 23:28

EU VIVI NESSA FRONTEIRA E AÍ DIRIGI HOSPITAL MILITAR. Posso falar com conhecimento de causa sobre Tabatinga, AM , Letícia, Colômbia e a selva peruana. A linha de fronteira que separa o Brasil do Peru, apenas floresta, é o rio Solimões que tem este nome antes de chegar em Manaus quando recebe o rio Negro e passa a se chamar Amazonas. Já com a Colômbia é seca, tendo uma estrada ligando Tabatinga, cidade brasileira à Letícia, colombiana. Estas localidades situam-se na região denominada de alto Solimões. É uma área onde rola solto o tráfico de cocaína. Do lado brasileiro, durante a época que dirigi o Hospital de Guarnição de Tabatinga, o glorioso Exército Brasileiro tem o Comando de Fronteira do Solimões (CFSol) e um Batalhão de Infantaria de Selva, a Marinha tem uma delegacia naval, a Polícia Federal tem uma delegacia, e a Polícia Militar do Amazonas tem um posto policial. Do lado colombiano há o Comando Militar Del Sur, comando de oficial general, a Polícia Nacional, o apostadero da Marinha Colombiana e um Batalhão de Engenheiros. O combate ao tráfico não cabe ao Exército Brasileiro, que tem missão específica de defesa territorial nacional nos quatro pelotões, sendo que dois distribuídos no Rio Javari (Palmeira do Javari e Estirão do Equador), com o Peru e dois (Vila Bittencourt, no rio Traíra e outro no rio Iça), na linha de separação com a Colômbia. Para quem viveu, comandou e dirigiu unidade militar naquela região é problema à vontade que tem de ser resolvido sem a participação dos governos: federal, estadual e municipal. A Polícia Federal, com efetivo pequeno e uma série de limitações, podendo seus agentes serem fuzilados quando vão para o lado colombiano, fazem um trabalho heróico de combate ao tráfico de drogas no território brasileiro. Os brasileiros, gozando do conforto das grandes cidades, não sabem nada de Brasil e, impregnados com a corrupção que ocorre nas altas esferas dos governos do país, não tomam conhecimento dos sacrifícios que heróis brasileiros, com grande risco de perderem a vida, acompanhados dos seus familiares, são submetidos para que este país continue inteiro e patrimônio do povo brasileiro. BRASIL ACIMA DE TUDO! SELVA! EDVALDOTAVARES – MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

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Opinião de EDVALDOTAVARES
Na data: 8 de setembro de 2008 as 23:28

EU VIVI NESSA FRONTEIRA E AÍ DIRIGI HOSPITAL MILITAR. Posso falar com conhecimento de causa sobre Tabatinga, AM , Letícia, Colômbia e a selva peruana. A linha de fronteira que separa o Brasil do Peru, apenas floresta, é o rio Solimões que tem este nome antes de chegar em Manaus quando recebe o rio Negro e passa a se chamar Amazonas. Já com a Colômbia é seca, tendo uma estrada ligando Tabatinga, cidade brasileira à Letícia, colombiana. Estas localidades situam-se na região denominada de alto Solimões. É uma área onde rola solto o tráfico de cocaína. Do lado brasileiro, durante a época que dirigi o Hospital de Guarnição de Tabatinga, o glorioso Exército Brasileiro tem o Comando de Fronteira do Solimões (CFSol) e um Batalhão de Infantaria de Selva, a Marinha tem uma delegacia naval, a Polícia Federal tem uma delegacia, e a Polícia Militar do Amazonas tem um posto policial. Do lado colombiano há o Comando Militar Del Sur, comando de oficial general, a Polícia Nacional, o apostadero da Marinha Colombiana e um Batalhão de Engenheiros. O combate ao tráfico não cabe ao Exército Brasileiro, que tem missão específica de defesa territorial nacional nos quatro pelotões, sendo que dois distribuídos no Rio Javari (Palmeira do Javari e Estirão do Equador), com o Peru e dois (Vila Bittencourt, no rio Traíra e outro no rio Iça), na linha de separação com a Colômbia. Para quem viveu, comandou e dirigiu unidade militar naquela região é problema à vontade que tem de ser resolvido sem a participação dos governos: federal, estadual e municipal. A Polícia Federal, com efetivo pequeno e uma série de limitações, podendo seus agentes serem fuzilados quando vão para o lado colombiano, fazem um trabalho heróico de combate ao tráfico de drogas no território brasileiro. Os brasileiros, gozando do conforto das grandes cidades, não sabem nada de Brasil e, impregnados com a corrupção que ocorre nas altas esferas dos governos do país, não tomam conhecimento dos sacrifícios que heróis brasileiros, com grande risco de perderem a vida, acompanhados dos seus familiares, são submetidos para que este país continue inteiro e patrimônio do povo brasileiro. BRASIL ACIMA DE TUDO! SELVA! EDVALDOTAVARES – MÉDICO. BRASÍLIA/DF.

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Opinião de Henrique
Na data: 8 de setembro de 2008 as 13:00

É interessante observar que todo mundo sabe aonde são os pontos deficientes da segurança de nossas fronteiras mas nada é feito a respeito.
Há jornalistas que corajosamente entram nestas localidades, entrevistam pessoas e denunciam com reportagens toda esta bagunça que envolve a segurança pública de nosso país mas… nada é feito a respeito por parte das autoridades!
Pra que serve a ABIN? Pra que serve o ENFA? Pra que serve tantos ministérios e "especialistas políticos" se o país é tratado com descaso, quase que no abandono em relação às suas fronteiras amazônicas? Será incompetência, corrupção ou interesse político de que o tráfico de drogas e armas continue à vontade?

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Opinião de Henrique
Na data: 8 de setembro de 2008 as 13:00

É interessante observar que todo mundo sabe aonde são os pontos deficientes da segurança de nossas fronteiras mas nada é feito a respeito.
Há jornalistas que corajosamente entram nestas localidades, entrevistam pessoas e denunciam com reportagens toda esta bagunça que envolve a segurança pública de nosso país mas… nada é feito a respeito por parte das autoridades!
Pra que serve a ABIN? Pra que serve o ENFA? Pra que serve tantos ministérios e "especialistas políticos" se o país é tratado com descaso, quase que no abandono em relação às suas fronteiras amazônicas? Será incompetência, corrupção ou interesse político de que o tráfico de drogas e armas continue à vontade?

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Atualizado 15/03/2010 6h45