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VENEZUELA

Brasil, União Europeia e EUA contra Assembleia Constituinte

Países falam sobre o plebiscito informal na Venezuela e se posicionam contra a Assembleia Constituinte

Brasil, União Europeia e EUA contra Assembleia Constituinte
Na prática, a Assembleia Constituinte atrasa a eleição presidencial, prevista para o fim de 2018, e estende o mandato de Maduro (Foto: Kremlin)

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Após o plebiscito simbólico contra a Assembleia Constituinte convocada por Nicolás Maduro, o Brasil, a União Europeia e os Estados Unidos se manifestaram sobre a situação na Venezuela. O pleito, realizado no último domingo, 16, contou com a participação de mais de 7 milhões de venezuelanos no país e no exterior.

Em nota, o Itamaraty reconheceu a relevância da votação simbólica. “O elevado nível de participação no plebiscito (…) foi mostra inequívoca da vontade do povo venezuelano de pronta restauração do estado democrático de direito no país”. O Brasil espera que o pleito resulte em uma “negociação efetiva a favor da paz e da democracia na Venezuela”.

Em uma conferência em Bruxelas, a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, falou sobre o plebiscito. “A violência já tirou muitas vidas e ameaça aumentar antes da Assembleia Constituinte”, alertou.”Uma ampla maioria da população parece claramente não respaldar a Assembleia Constituinte (…) Portanto pensamos que seria útil que o governo busque gestos políticos para reduzir as tensões, criar melhores condições para retomar o trabalho por uma solução negociada (…) Suspender o processo da Assembleia Constituinte seria um gesto importante”, sugeriu Mogherini.

Na última segunda-feira, 17, porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, elogiou a participação popular na consulta simbólica.”Felicitamos os venezuelanos pela enorme participação no plebiscito de ontem”, disse. Mais tarde, o presidente americano Donald Trump ameaçou a Venezuela de impor sanções econômicas caso a convocação seja mantida. O republicano também acusou Maduro de “sonhar em se tornar um ditador”.

Na prática, a Assembleia Constituinte atrasa a eleição presidencial, prevista para o fim de 2018, e estende o mandato de Maduro.

Fontes:
G1-Brasil e União Europeia pedem que Venezuela cancele Assembleia Constituinte

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