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Burger King: um exemplo do hiperativo setor de negócios

Fusão da Burger King com a Tim Hortons joga luz sobre a instabilidade crônica do mundo dos negócios

Burger King: um exemplo do hiperativo setor de negócios
Em menos de 20 anos, essa será a sétima estrutura corporativa da Burger King (Reprodução/Internet)

Na última terça-feira, 26, os conselhos de administração da rede Burger King e da rede canadense de fast-food Tim Hortons fecharam um acordo que vai unir os dois grupos. O negócio foi fechado por US$ 11,4 bilhões. O grupo controlador da Burger King, a holding 3G Capital, comandada pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, terá uma participação de 51% na nova empresa.

Somando cerca de US$ 23 bilhões em vendas, marcas conhecidas, mais de 18 mil restaurantes em cem países e um grande potencial de crescimento, o acordo deu origem a uma enorme rede de fast-food, atrás apenas do McDonald’s e da KFC.

Especialistas do setor acreditam que a fusão é uma forma encontrada pela Burger King para engordar a receita da empresa, já que empresas canadenses pagam, em média, menos impostos sobre seus resultados que as americanas — na comparação de 15% para 35%, na média.

Contudo, a fusão joga luz sobre a incrível hiperatividade do mundo dos negócios. Em menos de 20 anos, essa será a sétima estrutura corporativa da Burger King. Em 1996, a empresa pertencia ao conglomerado britânico Grand Metropolitan, que se fundiu ao grupo Guinness em 1997, dando origem ao Diageo. Cinco anos mais tarde, o Diageo vendeu a Burger King para um consórcio de empresas liderado por TPG, Bain and Goldman Sachs. Em 2006, o consórcio transformou a Burger King em uma empresa de capital aberto. Em 2010, ela tornou-se novamente fechada, sendo adquirida pelo grupo 3G Capital, que listou novamente a empresa na bolsa de valores de Nova York.

É difícil não suspeitar que essa instabilidade crônica não seja criada para dar oportunidade ao mercado, gerar taxas para bancos e criar empreendimentos financeiros lucrativos. O empresário Warren Buffett, por exemplo, dono da empresa Berkshire Hathaway, irá financiar US$ 3 bilhões da transação e terá direito a uma participação de 9% nos lucros.

Fontes:
The Economist-Seventh time lucky?
Época-Burger King compra Tim Hortons por US$ 11,4 bilhões

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