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Exploração de petróleo no Ártico pode ser negócio inviável

As inúmeras dificuldades, tanto econômicas quanto ambientais, dificultam a exploração da área

Exploração de petróleo no Ártico pode ser negócio inviável
Obstáculos diminuíram o entusiasmo que, há alguns anos, parecia ilimitado (Foto: Wikipedia)

O sonho de uma estação de extração no Ártico, antes possível por causa do rápido derretimento das geleiras, tem sido a maior das ambições da Rússia e das maiores companhias de energia do mundo por mais de uma década. Mas mesmo quando a Shell começou a escavar um poço de exploração, ainda este ano, na costa norte do Alasca, as experiências russas na região se tornaram um exemplo dos desafios a quem espera que o Ártico, em constante mudança, ofereça petróleo e gás.

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O Kremlin gastou bilhões na última década, na esperança de tornar a região em um polo da companhia de energia Gazprom. O que antes era o projeto mais ambicioso a ser planejado no oceano Ártico, hoje não passa de uma matriz quase abandonada e uma enorme estrada de pedra na costa da ilha.

As variações da economia de energia mundial, a oposição feroz de ambientalistas que são contra ações no Ártico e obstáculos logísticos diminuíram o entusiasmo que, há alguns anos, parecia ilimitado. Depois de anos de planejamento e atrasos, o projeto de escavação da Shell nas águas do Mar de Chukchi agora é vigiado de perto pela empresa, órgãos do governo americano e críticos como um teste da viabilidade de produção no Ártico.

“De um ponto de vista econômico, não tenho certeza se explorar as águas do Ártico é racional”, disse Patrick Pouyanné, chefe executivo e presidente da Total, uma petroleira francesa, que, um dia, também planejara escavar na costa norte do Alasca.

Há apenas sete anos, a Shell e outras companhias – ConocoPhillips (dos EUA), Statoil (da Noruega), Repsol (da Espanha) e Eni (da Itália) – juntas pagaram US$ 7 bilhões em contratos de exploração de campos no Alasca. O preço do petróleo na época subiu para quase US$ 150 o barril, e o derretimento acelerado do gelo que antes cobria o Ártico fazia a exploração parecer mais simples.

As dificuldades de se obter petróleo e gás do Ártico são imensas. Invernos são longos e os mares da região, apesar de terem sofrido uma redução permanente nos níveis de gelo, ainda têm um grande número de icebergs, enquanto tempestades ameaçam navios e plataformas de petróleo, mesmo durante o verão. Tundras pantanosas complicam a construção de oleodutos e instalações de apoio, assim como erosão da costa e do solo permanentemente congelado.

Fontes:
The New York Times-Melting Ice Isn’t Opening Arctic to Oil Bonanza

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