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Buscas por mineiros presos em mina na Índia entram no 20º dia

Equipes seguem trabalho de buscas pelos 15 mineiros presos em uma mina ilegal inundada

Buscas por mineiros presos em mina na Índia entram no 20º dia
Até o momento, não há sinais de sobreviventes ou corpos (Foto: Twitter/Dr Shadab Shaikh)

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As buscas pelos 15 mineiros que ficaram presos em uma mina de carvão ilegal inundada na Índia chegaram ao 20º dia sem sinal de sobreviventes.

As buscas estão sendo coordenadas pela Força Nacional de Resposta a Desastres (NDRF, na sigla em inglês) da Índia. Os mineiros ficaram presos na mina no dia 13 de dezembro, após o local ser inundado pelas águas de um rio próximo, que transbordou em decorrência de fortes chuvas que atingiram a região.

Segundo noticiou a rede Al Jazeera, as equipes da NDRF vêm drenando a água da mina, mas, de acordo com o comandante assistente da operação de regate, Santosh Kumar Singh, até o momento o trabalho parece estar sendo em vão.

A mina em questão fica no estado de Meghalaya é e uma das conhecidas como “buraco de rato”. Esses tipos de mina são comuns e, normalmente, são cavadas pelos próprios moradores do entorno. Trabalhadores, muitas vezes crianças, costumam usar escadas de bambu para descer e retirar o carvão do local, através de pequenas fendas estreitas e horizontais. À medida que o carvão é retirado, cresce a probabilidade de acidentes.

A prática de explorar minas ilegais foi proibida na Índia em 2014, mas mineiros e donos de minas do tipo vêm desafiando o governo ao dar andamento à prática. Um dos motivos que levam trabalhadores a se arriscarem no local é o alto valor pago pelo serviço – que tem grande apelo por se tratar de uma região pobre.

O estado de Meghalaya é onde fica um dos maiores depósitos de carvão da Índia e onde o combustível fóssil é retirado através de minas ilegais há décadas.

Citado pela rede Al Jazeera, Abdul Karim, contou sua experiência em uma mina “buraco de rato” há sete anos, quando sofreu um acidente. Uma grande pedra caiu em sua cabeça o deixando confinado a uma cadeira de rodas.

De origem pobre, a família de Karim passou a ter como único provedor seu irmão mais velho, Abdul Kalam Sheikh – que, mesmo ciente dos riscos após o acidente do irmão, passou a trabalhar em uma mina ilegal para sustentar a família.

“Ele refletiu durante muito tempo, especialmente após meu acidente, mas concluiu que os salários são muito bons”, disse Abdul Karim à rede Al Jazeera.

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