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Bush admitiu que Iraque não tinha armas de destruição em massa

Em entrevista à emissora americana NBC, Bush admitiu que não foram encontradas armas químicas e biológicas no país, contrariando discursos anteriores

Bush admitiu que Iraque não tinha armas de destruição em massa
George W. Bush afirmou que não foram encontrados indícios de armas de destruição em massa no Iraque (Foto: Wikipedia)

Em 8 de fevereiro de 2004, o então presidente dos Estados Unidos George W. Bush anunciou em entrevista à emissora de televisão NBC que não foram encontrados indícios de que o Iraque estaria fabricando armas de destruição em massa. Bush disse na entrevista que Saddam Hussein, presidente do Iraque na época, apenas “tinha a capacidade” de produzir armas químicas e biológicas.

A entrevista de Bush contrariou discursos anteriores que serviam de justificativa para a invasão do exército americano ao Iraque. Antes da invasão ao país do Oriente Médio, Bush garantia que havia armamento de destruição massiva e que Hussein estaria ocultando-as. Com isso, afirmava que a intervenção americana era necessária.

Após os atentados de 11 de setembro de 2001, Bush aprovou a Lei Antiterrorismo, que autorizava a prisão de estrangeiros sem acusação prévia, e iniciou uma investida contra nações que foram consideradas inimigas dos Estados Unidos, iniciando pelo Afeganistão. A guerra contra o país derrubou o governo Talibã, mas fracassou na captura de Osama Bin Laden – que havia reivindicado a autoria dos atentados.

Em 2002, o governo americano direcionou sua atenção para o Iraque e iniciou uma forte campanha contra as ações militares de Saddam Hussein, além de acusá-lo de ter armas químicas e biológicas no país. No entanto, um grupo de inspetores da ONU divulgou um relatório oficial que comprovava que não havia esse tipo de armamento no país.

Mesmo assim, Bush formou uma coalizão militar com apoio de tropas britânicas, italianas, espanholas e australianas para invadir o país em março de 2003. O grupo conseguiu derrubar o governo de Saddam Hussein e estabelecer um governo provisório, entretanto, não encontraram o armamento de destruição massiva.

Em 2008, Bush admitiu em entrevista para a ABC World News que havia errado em ter afirmado que havia tal armamento no Iraque e ter usado como justificativa para a guerra no país, que deixou mais de 4,2 mil soldados mortos.

Fontes:
Uol-Bush contradiz argumentação utilizada para justificar guerra
Brasil Escola-Guerra do Iraque
Terra-Bush admite erro sobre armas nucleares no Iraque

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4 Opiniões

  1. ney disse:

    Depois de tanto sangue inocente derramado, esse monstro membro da seita caveira e ossos, fez uma chacina no Iraque atras de tecnologia militar com a desculpa de Armas de destruição.

  2. Rosane disse:

    E as sobras de armas químicas que os iraquianos usaram na guerra contra o Irã ou contra os curdos?
    O problema é que os EUA estavam omissos na época. Saddam Hussein matou milhares de pessoas inocentes com armas químicas.

  3. Igor disse:

    Rosane, quando o Sadan Hussein usou armas químicas contra os curdos e os iranianos ele era aliado dos Estados Unidos contra a ofensiva anti EUA do Irã, por isso, na época ele podia usar essas armas a vontade, e os EUA apoiavam, entendeu?
    Agora, depois que o Iraque perdeu a guerra do Golfo Pérsico para os EUA em 1991, eles foram obrigados pela ONU a destruir as sobras de armas de destruição em massa, capiche?

  4. Max Müller disse:

    Os Estados Unidos da América, o Reino Unido, a França e Israel, são países cultural e tradicionalmente vocacionados a cometerem genocídios, por mero esporte e mandamento divino. Suas fundações e instituições sociais, geopolíticas e religiosas são de mentalidade genuinamente imperialista, violenta e fascista. Natural que um ex-presidente, tipicamente afetado por esses valores, venha a público para, por mero “desencargo de consciência” ou puritanismo cristão, peça “desculpas” pela onda pavorosa de crimes, morte e terror que causou a tantos inocentes, tanto do lado dos oprimidos, quanto de suas próprias buchas de canhão – os soldados estadunidenses mortos no Iraque. Muito coerente e muito conveniente. E ainda tem gente que aplaude esse circo de horrores.

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