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Autobiografia

Bush fala de tortura e de Cheney em livro

Ex-presidente admite ter autorizado “técnicas duras de interrogatório”

Bush fala de tortura e de Cheney em livro
Livro está centrado em 14 grandes decisões tomadas por Bush

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Em seu livro de memórias, o ex-presidente americano George W. Bush admite ter autorizado “técnicas duras de interrogatório” contra o suspeito de ser o mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001 e defende sua decisão. ‘Decision Points’ deve ser lançado na próxima semana.

O jornal The New York Times conseguiu trechos do livro. O ex-presidente afirma que, quando a CIA – agência de inteligência norte-americana – o questionou se poderia submeter Khalid Sheikh Mohammed a um afogamento simulado, ele teria dito: “com certeza”. Segundo Bush, o interrogatório de Mohammed ajudou a “salvar vidas”.

Sobre Dick Cheney, George W. Bush afirma ter avaliado a possibilidade de trocar de vice para a campanha à reeleição, em 2004. A tentativa era dissipar os rumores sobre os poderes de Cheney na Casa Branca e para provar que ele “estava no comando”. “Ele era visto como obscuro e sem coração – o Darth Vader do governo.” Bush revela que, quanto mais pensava sobre o assunto, mais se convencia de que Dick deveria ser mantido no segundo mandato. “Não o escolhi para ganhar vantagem política, eu o escolhi para me ajudar no trabalho. E foi exatamente isso que ele havia feito.”

O livro está centrado em 14 grandes decisões tomadas pelo ex-presidente. Dentre elas, estão a decisão de parar de beber e os planos tomados depois dos ataques de 11 de setembro. Sobre a invasão do Iraque, em 2003, Bush vê a ação como positiva, uma vez que “os Estados Unidos estão mais seguros sem um ditador homicida” que buscava armas biológicas ou químicas e “o povo iraquiano está melhor com um governo que responde a eles em vez de torturá-los e assassiná-los”.

Fontes:
BBC Brasil - Em livro de memórias, Bush justifica ‘tortura’ de mentor do 11 de setembro

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