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O encanto dos tesouros submersos

Caçadores de tesouros na mira da lei

Os excessos dos caçadores de tesouros propiciaram a criação de leis mais duras. Agora esse modelo de negócios tem que se adaptar

Caçadores de tesouros na mira da lei
Negócio da caça ao tesouro corre o risco de naufragar (Reprodução/Economist)

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Dois séculos de baixo d’água lhes tiraram o brilho, mas ainda assim a primeira visão de moedas de prata entusiasmou a tripulação do navio da Odyssey Marine Exploration. As moedas de ouro que apareceram a seguir brilhavam como o sol ibérico. Todo o tesouro valia cerca de US$ 500 milhões; uma descoberta recorde para Greg Stemm, presidente da Odyssey. Ele não gosta do rótulo “caçador de tesouros”, mas ostenta uma barba e conta piadas de pirata.

Assim como os antigos bucaneiros, ele também incomoda as autoridades. Após cinco anos de disputas legais, a Suprema Corte americana, em 2012, julgou que o navio naufragado gozava de imunidade soberana uma vez que fora uma embarcação de guerra espanhola. A Odyssey já devolveu a maior parte da carga, cerca de 600.000 moedas. Uma decisão de umtribunal da Flórida em abril pode obrigar a empresa a bancar os custos jurídicos da Espanha – os quais já somam milhões de dólares.

Tais rusgas com as esferas oficiais fazem com que um negócio complicado se torne ainda mais difícil. Cerca de 3 milhões de navios naufragados se encontram distribuídos pelo assoalho marítimo, de acordo com a ONU (embora poucos deles contenham riquezas). Encontrá-las envolve longas pesquisas e golpes de sorte. A retirada pode tomar meses de trabalho de equipes de especialistas. Dentre os 52 relatórios anuais divulgados por empresas de capital aberto de recuperação de naufrágios desde 1996, apenas cinco registraram lucros líquidos positivos. Ao longo desse intervalo, a Odyssey, a maior delas, acumulou prejuízos de quase US$ 150 milhões. O “tesouro” consiste em dinheiro extraído de “investidores ambiciosos”, de acordo com James Goold, um advogado que representa a Espanha no processo contra a Odyssey.

Uma convenção da ONU em 2009 proibiu a venda de artefatos oriundos de navios naufragados com mais de 100 anos deidade e defende a conservação desses artefatos. Mas apenas 42 países a ratificaram (os quais não incluem os EUA e a Grã-Bretanha). O negócio da caça ao tesouro está fracassando nas áreas em que muitos países assinaram o acordo.

 

*Texto traduzido e adaptado da Economist por Eduardo Sá

Fontes:
The Economist-Fortunes ahoy

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2 Opiniões

  1. OLIVAR disse:

    -QUEM PERDEU PERDEU. O TEMPO JA CADOCOU .IMAGINA QUANTOS ANOS JA FAZ, QUEM ACHOU AGORA E DONO .A EQUIPE GASTOU SUOR E TEMPO E DINHEIRO QUE NINQUEM IA FAZER NADA . AGORA E FACIL ALQUEM QUERER TOMAR O TRABALHO JA ESTA FEITO TEM PALHAÇO PRA TRABALHAR DE GRAÇA.

  2. capitao jack disse:

    concordo a pessoa e livre pra fazer o que quiser so falta ter uma lei proibindo isso ate a lei cresce o olho tem muitos que ate morrem em busca de tesouros perdidos e no dia que algum cotado encontra a lei vai encima que nem urubu na carniça

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