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Cada vez mais dinamarquesas optam por serem mães solteiras

O número de mulheres que decidem começar uma família sem um parceiro cresce cada vez mais no país

Cada vez mais dinamarquesas optam por serem mães solteiras
"Quando se torna claro que não vão ter um parceiro, as mulheres decidem fazer tudo sozinhas" (Foto: Flickr/Motherhood and music)

Na Dinamarca, um a cada 10 bebês concebidos com esperma de doadores nasce de mulheres sem parceiros. “É uma tendência que vem crescendo desde que mulheres solteiras passaram a ter direito a tratamentos de fertilidade de graça, em 2007”, diz Karin Erb, diretora da unidade de fertilidade do hospital da Universidade de Odense.

Pesquisadores coletaram dados pessoais de mulheres solteiras passando por reprodução assistida em clínicas públicas e particulares pela primeira vez no ano passado. “Cerca de 50% das nossas clientes são solteiras”, diz Ole Schou, diretor da Cyros International, o maior banco de esperma em Aarhus, Jutland. “Nós vemos uma avalanche de mulheres mais velhas, instruídas – 85% têm entre 31 e 45 anos, e metade têm mestrado ou diploma maior. Mais e mais delas estão escolhendo passar pelo processo sozinhas e a previsão é que até 2020, 70% das nossas clientes serão solteiras.”

Mas essa decisão não é o primeiro plano da maioria das mulheres. De acordo com o estudo do hospital da Universidade de Copenhagen, 90% das mulheres entrevistadas nas nove clínicas de fertilidade queriam ter filhos com um parceiro. “A maioria diz que se tornar uma ‘solomor’ (termo usado para descrever as mães solteiras por fertilização in vitro) foi um plano B”, diz Lone Schmidt, professora associada do departamento de saúde pública da Universidade de Copenhagen. “Dois terços estavam em uma relação e queriam engravidar, mas seus parceiros não estavam prontos”. A idade média de casais procurando tratamento para infertilidade na Dinamarca é de 33 anos, e a idade média de mulheres solteiras é de 36 anos. “Em outras palavras”, diz Schmidt, “as mulheres estão esperando demais, e quando se torna claro que não vão ter um parceiro, decidem fazer tudo sozinhas.”

A Dinamarca é famosa por apoiar famílias, com licença de maternidade e paternidade de 52 semanas e um generoso sistema que paga três quartos dos custos de creches, possibilitando que 85% das mães voltem a trabalhar. “É mais fácil ser uma ‘solomor’ na Dinamarca porque a sociedade aceita e apoia a mulher”, diz Karin.

Fontes:
The Guardian - ‘There’s no stigma’: why so many Danish women are opting to become single mothers

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