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Noivas crianças

Campanhas contra o casamento infantil na África

Em toda a África Ocidental, estima-se que metade das meninas com menos de 18 anos estejam casadas. Mas em alguns países elas estão sendo auxiliadas a lutarem contra isso

Campanhas contra o casamento infantil na África
Na Nigéria e no Níger as adolescentes estão aprendendo sobre seus direitos e os riscos do casamento precoce em escolas (Reprodução/Getty)

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Na África Ocidental o casamento precoce é comum. Em toda a região estima-se que quase metade das meninas com menos de 18 estejam casadas. A pobreza, educação de má qualidade, custos de educação proibitivos e a tradição estão entre as muitas razões. E na maior parte da região o casamento infantil é aceito, no entanto a prática gera uma série de problemas. Noivas crianças deixam de estudar e em geral se tornam mães mais cedo, o que por sua vez aumenta a mortalidade materna.

Não há muitos sinais de mudança. A Ford Foundation, baseada em Nova York, estima que entre 2000 e 2011 a tendência em cinco países da África Ocidental caminhou no sentido de crianças ainda mais novas se casando. Mas pelo menos em alguns países elas estão sendo auxiliadas a lutarem contra isso.

Na Nigéria e no Níger as adolescentes estão aprendendo sobre seus direitos e os riscos do casamento precoce em escolas em “áreas seguras” financiada pelo Fundo de População das Nações Unidas. As crianças matriculadas nessas escolas parecem estar se casando mais tarde que seus pares. Até 2018 cerce de 160.000 garotas terão passado pela escola, onde o total da população é de apenas 17 milhões.

Outras organizações estão fornecendo assistência jurídica para crianças que resistem a entrarem em um casamento precoce e forçado. No sul do Níger, Balkissa Chaibou afirma ter ido primeiro a um magistrado local e em seguida à polícia para impedir que um tio a forçasse a se casar com um parente com quase o dobro da sua idade. Na região chefes mais tradicionais estão começando a se posicionar contra o casamento precoce. Campanhas em mídias sociais e na televisão são cada vez mais fortes. O currículo do ensino médio agora inclui diversas questões relacionadas ao casamento infantil. As meninas estão ficando mais firmes. “Mais delas estão sendo criando coragem para dizer não”, afirma Monique Clesca, responsável pelo Fundo de Populações das Nações Unidas no Níger.

Fontes:
The Economist-Girls fight back

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