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UNIÃO EUROPEIA

Campo de refugiados grego para 640 pessoas abriga 3.745

Crianças desacompanhadas dormem no chão em instalações na ilha de Samos, diz auditoria da UE

Campo de refugiados grego para 640 pessoas abriga 3.745
Pelo menos 78 menores estão desacompanhados e dormindo em extensões não oficiais (Foto: Divulgação/Samos Volunteer)

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Um campo de refugiados financiado pela União Europeia na ilha grega de Samos, construído para abrigar 640 pessoas, abriga 3.745, com crianças desacompanhadas forçadas a dormir no chão de contêineres sem janelas e superlotados, revelou uma auditoria oficial.

Verificou-se que outras crianças viviam em tendas improvisadas ou em prédios abandonados nos arredores do campo, no que o relatório especial do tribunal de contas europeu descreveu como “condições desagradáveis”.

“Setenta e oito menores não acompanhados estavam em tendas ou casas abandonadas, em extensões não oficiais da instalação”, disseram os auditores. “Nove meninas desacompanhadas estavam dormindo no chão em um contêiner de dez metros quadrados ao lado do escritório da polícia, sem banheiro ou chuveiro”.

A situação nas instalações gregas em Samos e na ilha de Lesbos é descrita como “altamente crítica em termos de capacidade e situação de menores não acompanhados”, devido a uma falha no esquema de realocação e retorno do bloco para migrantes que vêm para a Europa de países como como a Síria.

As conclusões dos auditores ecoaram em apelos feitos pelo prefeito de Samos, Georgios Stantzos, que alertou sobre distúrbios devido às condições “primitivas”. No mês passado, houve um incêndio no campo após uma briga na cidade entre grupos rivais de sírios e afegãos.

“As pessoas estão acampando em leitos de riachos secos”, disse Stantzos à Agence France-Presse. “Eles estão em risco de incêndios e inundações. Os [residentes do acampamento] organizam suas próprias moradias, abastecimento de água e saneamento de maneiras completamente primitivas. Estamos tentando manter a calma, mas a situação não é administrável e piora a cada dia. Passamos da linha vermelha. Qualquer evento aleatório pode levar a resultados terríveis”.

No auge da crise migratória, os países da UE estabeleceram uma meta de realocar 160.000 migrantes recém-chegados. Mais tarde, os Estados membros concordaram legalmente em revisar o plano de realocação de 98.256 pessoas.

Desses, apenas 34.705 – 21.999 da Grécia e 12.706 da Itália – foram encontrados novos lares na UE. Países como Hungria, Polônia e República Tcheca se recusaram a cumprir suas obrigações.

Os auditores descobriram que os esquemas de realocação na Itália e na Grécia, que são o foco de seu relatório, tiveram um desempenho abaixo do esperado devido principalmente à parcela muito baixa de migrantes potencialmente elegíveis que se registravam para realocação. Dizia-se que as autoridades eram incapazes de identificar todos os possíveis candidatos e canalizá-los com sucesso para solicitar a realocação.

Mas também havia grandes problemas sistêmicos que tornavam os esquemas pouco atraentes para os candidatos. Na Grécia, as pessoas que procuravam se mudar de campos esperavam uma média de 215 dias entre a aplicação e a decisão no ano passado. Dizia-se que a falta de médicos para avaliar a vulnerabilidade dos candidatos era um fator-chave.

Na Itália, o grande número de recursos contra decisões levou a um atraso. Os auditores disseram que demorou em média mais de quatro anos para um pedido de asilo apresentado em 2015 para chegar à fase final de apelação.

Os problemas levaram a condições inaceitáveis nos campos, onde a ONG Médicos Sem Fronteiras relatou um aumento nas reivindicações de assédio, agressão sexual e outras formas de violência. O tribunal de contas europeu fez sua visita aos campos em fevereiro.

A Comissão Europeia aceitou uma série de recomendações no relatório, incluindo a modernização das instalações.

No entanto, uma resposta formal publicada ao lado do relatório acrescentou que “a responsabilidade de estabelecer um sistema sustentável para menores não acompanhados cabe às autoridades gregas, e não à comissão”.

Leo Brincat, membro da equipe responsável pelo relatório, pediu que todas as instituições e estados membros da UE intensificassem e evitassem gastar o dinheiro.

Fontes:
The Guardian-Greek refugee camp for 640 people is found to be housing 3,745

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2 Opiniões

  1. ivan leduc de lara disse:

    Para evitar estupros e conflitos, basta separar todos os não-muçulmanos e enviá-los para a Hungria (que aceita somente cristãos) e o resto da Europa. Só isso. É mais inteligente do que ficar brigando com países da extrema direita, obrigando-os a aceitar muçulmanos, porque isso jamais irá acontecer.

  2. Roberto Henry Ebelt disse:

    ÁFRICA, prova inconteste que o mais lindo continente do mundo virou um inferno muçulmano esquerdista/socialista. Parece o reino de Santa ANÁS. Levar os negros para a Europa é criar uma metástase fatal. Há que se poupar a Europa desta doença terminal.

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