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Ameaça de terrorismo

Caos no Norte da África revela lado sombrio da Primavera Árabe

Confrontos com jihadistas no Mali e Argélia são novos indícios da proliferação de jihadistas no Norte da África

Caos no Norte da África revela lado sombrio da Primavera Árabe
Militantes islamitas no Mali, onde estão em confronto com militares franceses (Reprodução/Reuters)

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Na medida em que o levante fechava o cerco em torno dele, o ditador da Líbia Muammar Khadafi advertiu que se fosse derrubado, caos e guerra santa se espalhariam pelo Norte da África. “O povo de Bin Laden começará a impor resgates por terra e por mar”, disse ele a repórteres. “Nós vamos voltar ao tempo do Barba Ruiva, dos piratas, dos otomanos exigindo resgates em barcos.”

As advertências de um ditador desesperado pouco antes de sua destituição e morte soaram melodramáticas à época. Entretanto, o que se observa agora é que a região está se tornando cada vez mais um lugar onde jihadistas transitam e operam com facilidade. O prognóstico de Khadafi começa a mostrar fundamento.

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No Mali, pára-quedistas franceses combatem o avanço de uma força de jihadistas que já controla uma área duas vezes maior que a Alemanha. Na Argélia, um militante islamita organizou a tomada de um campo internacional de exploração de gás e a captura de reféns, entre os quais mais de 40 americanos e europeus.

Os incidentes, ocorridos apenas quatro meses depois que um embaixador americano foi morto por jihadistas na Líbia, aumentam a sensação de que o Norte da África – considerado há muito tempo como um berço adormecido da Al Qaeda – está se transformando em outra zona de perigosa instabilidade, seguindo o exemplo da Síria, palco de uma sangrenta guerra civil.

O caos naquela vasta região de deserto tem muitas raízes, mas também é um lembrete de que a euforia após a derrubada de ditadores na Líbia, Tunísia e Egito tem um preço.

“É um dos lados mais sombrios das revoltas árabes”, disse ao New York Times Robert Malley, diretor para o Oriente Médio e o Norte da África do International Crisis Group, um centro de pesquisas. “Sua natureza pacífica pode ter prejudicado a Al Qaeda e seus aliados ideologicamente, mas logisticamente, em termos da nova porosidade de fronteiras, da expansão de áreas ainda sem governo, da proliferação de armas, da desorganização da polícia e serviços de segurança em todos esses países – as revoltas têm representado um grande benefício para os jihadistas “.

 

Fontes:
The New York Times - Jihadists’ Surge in North Africa Reveals Grim Side of Arab Spring

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5 Opiniões

  1. Ezequiel Domingues dos Santos disse:

    Na minha concepção toda essa chamada Primavera Árabe é toda sombria e maligna; com dinheiro americano e europeu financiando os rebeldes que libertam marginais promovendo um totalitarismo maior do que já tinha com a Fraternidade Islâmica que é muito pior e malévolo do que o Talibã, Al Qaeda e etc; com essa ascensão agora as minorias estão sendo muito mais perseguidas e cristãos estão mortos à rodo diariamente com a vagarosamente implantação da Sharia em todo o Oriente Médio e Norte da África, até mesmo no Egito o cerco está se fechando para os cristãos coptas e protestantes. O diplomata americano assassinado na Líbia implorou reforço para Obama e que foi negado; e depois Obama pede um agente pra investigar esse atentado, e estranhamente esse agente tem um histórico de contato com o Hamas. Está mais que na cara que essa revolução árabe não é um fenômeno natural e ao acaso.

  2. Rudy Lang disse:

    Totalmente previsível. O que poderia se esperar de TEOCRACIAS MUÇULMANAS?
    Essa história é velha. Um dos primeiros capítulos foi protagonizado pelo descontrolodo Aiatolá Komeini. Só se surpreende quem é muito desligado. E não me digam que existem muçulmanos bonzinhos. É da natureza deles querer converter os infiéis ou, não atingindo seu intento, matá-los. E nós somos os infiéis. Portanto acautelemo-nos.

  3. renato vasconcellos disse:

    A LIBERDADE É UM PROCESSO DOLOROSO. ÊSTE PESSOAL ESTÁ NO SÉCULO X. o CAMINHO SERÁ LONGO MAS NÃO VAI DEMORAR TANTO, TALVEZ UNS CEM A DUZENTOS ANOS
    O BRASIL POR EXEMPLO ESTÁ NO SÉCULO XIX

  4. Geraldo Euclides disse:

    O governo francês está começando a interferir em guerras alheias, ou seja; não tem motivo nenhum para “apaziguar” o que se estes franceses impossível pois para islamitas morrer é tão comum como, dormir, comer, defecar, sorrir é tudo natural e morrer é a gloria o que Alah diz: “iras ao paraíso” e os fanáticos fazem o que sabem aliás foram os colonizadores que deixou-lhes como herança esse excesso de fanatismo e agora está recebendo o troco dos que escravizaram, exploraram e se fzerem a estupideza que o insano Bush fez no Iraq as consequências serão desastrosas e que ficar vivo verá.

  5. helo disse:

    O governo francês está combatendo radicais lá fora porque não sabe como combatê-los dentro do país. Nada mais radical que os muçulmanos na França. Fogem do atraso de seus países e depois lutam para impô-los à França, o país que preferiram viver. Dá para entender?

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