Início » Internacional » Capitalismo criativo: a lição de Hollywood
Negócios

Capitalismo criativo: a lição de Hollywood

Estúdios de HollyWood sobreviveram às novas tecnologias como a televisão e a Internet, sempre se reinventando e adaptando

Capitalismo criativo: a lição de Hollywood
Hollywood tem um século de experiência em lidar com a criatividade (Reprodução/Internet)

O prédio principal do estúdio da Disney tem réplicas gigantescas dos anões da Branca de Neve segurando o teto, um sinal que Hollywood não se leva muito a sério. Nem as pessoas externas ao seu ambiente. A indústria cinematográfica é um empreendimento excêntrico, povoado de egos e excessos. Durante a maioria de sua história, os estúdios não tiveram os retornos excelentes de empresas recém-criadas ou os lucros regulares de empresas maduras.

Poucos professores de faculdades de administração pensariam em andar no tapete vermelho ou usar o exemplo de Hollywood como um estudo de caso. No entanto, chegou o momento de voltarem sua atenção para Hollywood, porque outros negócios estão começando a ter características semelhantes à indústria cinematográfica. O setor de alimentação e o de produção de bens de consumo estão, como os estúdios de cinema já fizeram, focando em uma série mais restrita de “blockbusters”; e com o aumento do ritmo de produção e do lançamento de produtos da área de eletrônica à indústria automobilística, a capacidade de Hollywood de criar rapidamente uma divulgação de impacto em torno de um novo filme proporciona lições valiosas.

Todas as empresas que contratam pessoas criativas precisam pensar em soluções para incentivar o espírito comercial delas, sem sufocar a liberdade de criação e de pensamento. Hollywood tem um século de experiência em lidar com a criatividade dos artistas, com um mínimo de interferência.

Talvez o talento mais excepcional de Hollywood seja o lançamento de produtos, que atingem uma dimensão mundial em poucos dias. Cada filme é um produto separado com riscos extremamente elevados e que precisa de um marketing próprio. Os empreendimentos céticos em relação à importância do marketing, e das possibilidades de atrair o consumidor o mais rápido possível, devem observar com atenção como Hollywood consegue criar e divulgar novos produtos quase todas as semanas.

Apesar de a idade ser um tabu em Hollywood, sua longevidade é extraordinária. Os estúdios sobreviveram às ameaças de novas tecnologias como a televisão e a Internet, sempre se reinventando e adaptando seus produtos ao gosto dos consumidores. Poucos negócios renovaram suas linhas de produtos com tanta frequência, nem se reestruturaram como deveriam. Nos 102 anos desde a criação da Universal Pictures, o mais antigo dos principais estúdios de cinema, Hollywood proporcionou inúmeros exemplos do que “não fazer”, mas também diversos exemplos a seguir.

 

Fontes:
The Economist-Creative capitalism

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *