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Carne artificial tenta ganhar a mesa dos consumidores

Empreendedores investem em alimentos com aparência e gosto semelhante à carne, mas que são de origem não animal

Carne artificial tenta ganhar a mesa dos consumidores
A “carne” feita com ingredientes de origem não animal já está à venda para os carnívoros que gostam de churrasco (Foto: Pixabay)

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A maioria das pessoas gosta de comer carne. Quando ficam mais ricas a tendência é aumentar o consumo. A carne é um alimento nutritivo. Ainda mais importante, contém mais proteína por quilo do que os alimentos de origem vegetal. Mas os animais precisam comer esses alimentos para engordar e, por isso, o gado leiteiro e de corte alimenta-se com cerca de um terço da produção de grãos das colheitas agrícolas. Os animais também consomem 8% do suprimento de água do mundo. E são responsáveis pela emissão de aproximadamente 15% de gases de efeito estufa.

Alguns consumidores, sobretudo nos países ocidentais desenvolvidos, sabem que a criação de gado aumenta os riscos de poluição ambiental. Outros viram nesse dilema do consumo de carne uma oportunidade de negócios. Sem uma proposta vegetariana na alimentação, esses novos empreendedores querem investir em alimentos com aparência e gosto semelhante à carne de animais.

A maneira mais simples para satisfazer essa demanda é encontrar substitutos para produtos populares. A “carne” feita com ingredientes de origem não animal já está à venda para os carnívoros que gostam de churrasco e comidas à base de carne. A Impossible Foods, uma empresa da Califórnia, criou um hambúrguer com ingredientes como aveia, batatas, grãos de soja e óleo de coco que dão textura e sabor à mistura dos vegetais. O hambúrguer de vegetais da Impossible Foods começou a ser servido em diversos restaurantes sofisticados dos Estados Unidos no ano passado.

Mas para os que querem comer um bife e, ao mesmo tempo, preservar o planeta, existe uma opção mais promissora. Uma carne “não poluente” feita com células de animais cultivadas em fábricas para criar tiras de músculo.

O leite também está sendo produzido com ingredientes de origem não animal. A startup Perfect Day com sede em Berkeley, Califórnia, produz um “leite” que tem o mesmo valor nutritivo e gosto do leite tradicional, com uma técnica de introdução do DNA do gado em células de levedura. Em seguida, as células são fermentadas em tanques.

Fontes:
The Economist-The market for alternative-protein products

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2 Opiniões

  1. Carlos Valoir simões disse:

    Acredito que essa será a comida do futuro. Espero não estar aqui para ter que provar essa porcaria.

  2. laercio disse:

    Os primeiros humanos comiam carne crua, depois foram evoluindo para o cozimento dos alimentos, e agora estamos entrando em uma nova fase, faz parte da evolução…isso é história! Há pessoas que não gostam mas ninguém viverá eternamente!
    Já não era sem tempo haver tal acontecimento; os “humanos” muito devem moralmente quanto aos campos de concentração que apelidaram de matadouros…será que tudo ficará impune? certamente não, serão cobrados por não ter aproveitado as informações para acabar com a patifaria da fabricação da proteína animal!
    “lá no homens das cavernas a relação entre produção e consumo era uma, agora a coisa mudou…o homem é bem informado e deve procurar novas fontes, assim como o faz referente ao petróleo, etc..
    O Brasil já deveria ter visto tal realidade quanto a produção de proteína vegetal, pois já está pagando caro por tal inobservância a exemplo do consumo ineficaz da água que indiretamente leva a diversos outros problemas.

    Lá no exterior não há tanta necessidade mas eles tão ciente de que devem procurar constantemente novos recursos, aqui, estamos cercados de problemas de todas as ordens mas insistimos na preguiça mental e no cultivo de uma cultura que se presta a levar boa parte da população a experimentar a miséria.
    Vamos refletir e propagar informações diversas acerca da importância do consumo e cultivo das culturas vegetais.

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