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Casa Branca tenta minimizar crise com Venezuela antes de cúpula regional

Representante da Casa Branca diz que Venezuela não é uma ameaça à segurança nacional dos EUA, apesar de decreto presidencial que autorizou novas sanções ao país afirmar o contrário

Casa Branca tenta minimizar crise com Venezuela antes de cúpula regional
O decreto presidencial dizia que a Venezuela era uma ameaça à segurança nacional (Reprodução/Pixabay)

Na última terça-feira, 7, um representante da Casa Branca disse que a Venezuela não é uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos. Logo, ele voltou atrás na linguagem usada no decreto presidencial que inflamou as relações das nações sul-americanas e que também gerou críticas de outros países da região.

Os comentários vieram com as preparações do presidente Barack Obama para uma viagem ao Caribe e para a América Latina, que vai incluir um encontro de chefes de Estado  na VII Cúpula das Américas, na cidade do Panamá.

Leia também: Cúpula das Américas irá reunir Obama, Castro e Maduro no Panamá

“Os Estados Unidos não acreditam que a Venezuela seja uma ameaça para nossa segurança nacional”, disse Benjamin J. Rhodes, vice-conselheiro de Segurança Nacional para Comunicações Estratégicas.

Ele estava se referindo ao decreto presidencial assinado por Obama no mês passado que pediu sanções econômicas contra sete representantes da Venezuela que, segundo os EUA,  estariam envolvidos em abusos ou violações dos direitos humanos.

O decreto presidencial diz que a Venezuela é uma ameaça à segurança nacional e que isso constituía uma emergência nacional para os Estados Unidos. A linguagem intensificou as tensões entre os dois países e provocou uma resposta raivosa do presidente Nicolás Maduro. Maduro enfrenta uma crise econômica e mesmo assim intensificou a pressão contra a oposição. Na terça-feira, 7, os promotores acusaram formalmente Antonio Ledezma, político da oposição e prefeito de Caracas, de conspiração, dizendo que ele teve como objetivo desestabilizar o país.

Maduro tem procurado fortalecer o seu apoio contra o decreto com uma petição para que Obama anule a ordem. Autoridades venezuelanas disseram que planejam entregar as petições dirigidas ao presidente americano na Cúpula das Américas, que começa nesta sexta-feira no Panamá. Esse encontro vai incluir Cuba pela primeira vez e, por isso, as atenções estão voltadas para um possível encontro entre Obama e o presidente Raúl Castro.

Participação cubana

Cuba termina mais de cinco décadas de isolamento oficial do ocidente nesta semana com o presidente Raúl Castro indo à cúpula regiona.

A Casa Branca disse que haverá “muitas oportunidades” para uma conversa entre os líderes nesses dois dias de encontro, mas ressaltou que nenhum encontro formal bilateral está planejado.

Enquanto representantes administrativos dizem que é improvável que os Estados Unidos e Cuba completem as negociações destinadas a restabelecer as relações diplomáticas antes do encontro, há fortes indícios de que um dos grandes obstáculos para que a conversa aconteça foi removido. Funcionários da Casa Branca sinalizaram nesta quarta-feira, 8, que o governo americano está perto de anunciar a retirada de Cuba da lista de patrocinadores do terrorismo.

Fontes:
The New York Times-White House Seeks to Soothe Relations With Venezuela
The Washington Post-At the Summit of the Americas, focus is likely to be on the U.S. and Cuba

2 Opiniões

  1. Carlos Furtado disse:

    É verdade caro Vitafer ,somos todos Americanos se lascando e recebendo fogo.

  2. Vitafer disse:

    Já não é sem tempo. Somos todos americanos, do Alasca à Terra do Fogo (gelada…).

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