Início » Vida » Comportamento » Casamento e as mudanças de demanda e oferta
ESTADOS UNIDOS

Casamento e as mudanças de demanda e oferta

A desigualdade entre a educação formal nos Estados Unidos reflete-se nas opções de casamento dos jovens americanos

Casamento e as mudanças de demanda e oferta
A taxa de divórcio nos Estados Unidos continua a cair (Foto: Pixabay)

Embora a proporção das mulheres que se casaram antes dos 30 anos tenha diminuído de 50% em 1960 para cerca de 20%, as mulheres com um nível de educação acima da média e independentes do ponto de vista financeiro, que antes não pensavam em casamento, agora estão se casando em um ritmo mais rápido do que outras menos preparadas intelectualmente e, em geral, com homens que também tiveram uma ótima educação.

Essas uniões não só são as mais comuns, como também são as mais harmoniosas. Novos dados mostram que a taxa de divórcio nos Estados Unidos continua a cair desde seu ponto mais alto em 1981 de 5,3 para 3,2 divórcios por mil pessoas em 2014, mas esse declínio concentra-se nos mais instruídos. De acordo com dados de Justin Wolfers da Universidade de Michigan, entre as pessoas com nível superior que se casaram no início da década de 2000, só 11% se divorciaram no período de sete anos.

Esse novo contexto criou uma situação desigual entre as opções de casamento. Apesar de o número de pessoas que frequenta a universidade ter tido um aumento expressivo nos últimos anos, os índices de educação universitária nos EUA têm crescido devagar e, agora, está em torno de 40%. As mulheres constituem uma parcela crescente na procura do ensino superior
e as nascidas em 1975 têm cerca de 20% de probabilidade a mais de concluírem um curso de graduação de quatro anos do que os homens.

Por sua vez, a opção das mulheres com um nível de educação inferior limita-se a homens com menos atrativos. As mulheres de quase todos os níveis de educação tiveram aumentos salariais a partir da década de 1970, enquanto os ganhos dos homens sem diploma universitário diminuíram de 5% a 25%, segundo os economistas do MIT, David Autor e Melanie Wasserman. Os homens com um nível de escolaridade inferior são mais propensos a terem uma visão anacrônica em relação à família do que os homens mais bem preparados intelectualmente. Além de não se sentirem confortáveis ao lado de mulheres que ganham mais do que eles, também são pais menos dedicados aos filhos e colaboram pouco nas tarefas domésticas.

Fontes:
The Economist-Demand, meet supply

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *