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CASAIS HOMOSSEXUAIS

Casar pode, mas adotar criança não?

Juiz decide retirar criança de lar adotivo, porque, segundo ele, a criança estaria melhor com um casal heterossexual

Casar pode, mas adotar criança não?
Com a decisão da Suprema Corte, o serviço de adoção de Utah aprovou o pedido do casal neste ano (Foto: Pixabay)

Uma decisão polêmica em Utah, nos Estados Unidos, levantou novamente o debate em relação ao casamento gay. Na útlima quarta-feira, 11, o juiz Scott Johansen de Utah decidiu retirar uma criança da casa de sua família adotiva, porque, segundo o juiz, a criança estaria melhor com pais heterossexuais.

No ano passado, Beckie Peirce e April Hoagland, que moram em Utah, nos Estados Unidos, decidiram se casar, depois que a Suprema Corte legalizou o casamento gay. Elas então resolveram adotar uma criança. Com a decisão da Suprema Corte, o serviço de adoção de Utah aprovou o pedido do casal neste ano. Em agosto, elas deram as boas-vindas a uma menina de 1 ano de idade, que seria criada pelo casal na companhia de dois filhos biológicos do casal. O plano de adoção foi aprovado pela mãe biológica da criança.

“Isto não é justo e não é certo e isto me magoa profundamente, porque não fiz nada de errado”, disse Hoagland a KUTV.

“Por um lado, eu não vou esperar dos meus assistentes sociais que violem uma ordem judicial”, disse Brent Platt, diretor da Divisão de crianças e serviços familiares de Utah (DCFS, na sigla em inglês), “mas por outro lado, eu não posso esperar que meus assistentes sociais violem a lei”.

No entanto, esta não é a primeira vez que uma decisão de Johansen acaba em uma manchete de jornal. Em 2012, uma americana de 13 anos foi parar em um tribunal no estado de Utah, nos EUA, por ter cortado o cabelo de uma criança em uma lanchonete. O juiz Scott Johansen condenou a jovem a pagar uma indenização à vítima, passar 30 dias em um reformatório juvenil e a servir 276 horas de serviço comunitário. Mas, Johansen ofereceu à mãe da garota, Valerie Bruno, uma punição alternativa. O juiz disse que reduziria o serviço comunitário para 150 horas se ela cortasse o cabelo da filha na corte. E assim foi feito. Já em 1995, durante um tribunal em Utah, ele deu um tapa na cara de um jovem de 16 anos, que era filho de um amigo, que achava que o filho estava roubando.

 

 

Fontes:
The Washington Post-Utah judge removes lesbian couple’s foster child, says she’ll be better off with heterosexuals

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