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ELEIÇÕES NA CATALUNHA

Catalunha escolhe novo governo em eleição regional

Catalães irão às urnas nesta quinta-feira, 21, para eleger novos líderes da Generalitat. Resultado pode frear ou aprofundar crise separatista

Catalunha escolhe novo governo em eleição regional
O pleito desta quita-feira pode decidir o futuro do processo de independência catalão (Foto: Max Pixel)

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Cerca de 5,5 milhões de catalães irão às urnas nesta quinta-feira, 21, para escolher os novos representantes da Generalitat – governo regional da Catalunha. Os novos líderes locais serão escolhidos em meio a pior crise do governo da Espanha, provocada pelo processo de independência da região autônoma.

Após o então chefe do governo catalão Carles Puigdemont declarar independência em outubro, o primeiro-ministro Mariano Rajoy decidiu destituir toda a liderança da Generalitat, dissolver o parlamento catalão e antecipar as eleições regionais.

Até o momento, o governo central de Madri administra a Catalunha e uma parte dos candidatos à eleição está presa preventivamente ou exilada fora do país. É o caso de Puigdemont, que está refugiado em Bruxelas, e do ex-vice-presidente da Generalitat, Oriol Junqueras, que está detido em Madri. Além deles, uma série de ministros e outros líderes do antigo governo catalão estão presos ou fora do país.

O pleito desta quinta-feira pode decidir o futuro do processo de independência catalão. Se não houver surpresas na votação, nenhum dos sete partidos deve conseguir as 68 cadeiras necessárias para obter a maioria do Parlamento catalão. Dessa forma, os partidos estão recorrendo à formação de blocos.

De um lado, está o bloco separatista, que é composto pelos partidos Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), o Juntos pela Catalunha – de Puigdemont – e o Candidatura da Unidade Popular (CUP). Se eleito, o bloco dará sequência ao processo de independência iniciado em outubro, mas com uma estratégia diferente da adotada até agora. Em vez da independência de forma unilateral, optará pelo diálogo com o governo espanhol. Além disso, o bloco tentará desativar o artigo 155, aplicado pelo governo de Mariano Rajoy para suspender o governo de Carles Puigdemont.

Do outro lado, está o bloco constitucionalista – contrários à independência – que vem ganhando força na Catalunha. Formado pelo Partido Popular – de Mariano Rajoy –,  o novo partido da direita Cidadãos e o partido socialista da Catalunha (PSC), o bloco pró-Espanha espera frear o projeto separatista e ancorar novamente a Catalunha ao país.

A ameaça aos separatistas é real. A candidata Inés Arrimadas, que lidera o partido Cidadãos, disparou na intenção de voto das últimas sondagens, superando o partido separatista ERC, que vinha comandando a Generalitat nos últimos anos. Além disso, entre os dois blocos está o partido Catalunha em Comum, de esquerda contrária à independência, que busca alianças com o PSC.

O bloco que tiver a maioria das cadeiras preenchidas terá o direito de escolher um deputado para ser o novo presidente da Generalitat. Com isso, mesmo refugiado, Puigdemont quer ser o mais votado para retornar à liderança catalã e dar prosseguimento à separação. Puigdemont é o primeiro deputado da lista do Juntos pela Catalunha, da mesma forma que Oriol Junqueras encabeça a do ERC.

Fontes:
G1-Catalunha escolhe novo governo nesta quinta-feira
El País-Catalunha celebra eleições para aplacar ou aprofundar a crise independentista

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