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Chefes e mídias sociais

CEOs e os cuidados que devem tomar com as mídias sociais

Na era das mídias sociais as carreiras dos chefes estão mais vulneráveis do que nunca

CEOs e os cuidados que devem tomar com as mídias sociais
Graças à revolução digital, os executivos-chefes vivem em casas de vidro hoje em dia (Reprodução/Brett Ryder)

A revista New Yorker publicou uma charge no ano passado de três macacos em uma fila: um com um microfone (chamado “ouve todo o mal”), outro com uma câmera filmadora (“vê todo o mal”) e um com um laptop (“posta todo o mal”). Os chefes de hoje ainda precisam se preocupar com os macacos insensatos da imprensa. Mas uma ameaça tão grande às suas carreiras hoje em dia é o risco de ser bicado pela revoada irada de usuários do Twitter.

Graças à revolução digital, os executivos-chefes vivem em casas de vidro hoje em dia. Todos os comentários descuidados podem ser disseminados para o mundo todo em questão de instantes. Um “responder a todos” imprudente pode repassar informações estratégicas para um concorrente. Uma reclamação exasperada no auge de uma crise pode selar sua desgraça. Tony Hayward, que era presidente da BP durante o derramamento de petróleo no Golfo do México, nunca se recuperou da afirmativa de que “queria minha vida de volta”.

Todos temos ouvidos, os smartphones têm olhos

Eric Dezenhall, consultor especializado em crises, tem muitos conselhos práticos. Ele aconselha aos CEOs que se tornem mais cautelosos, cobrindo as câmeras de seus telefones e computadores com fita adesiva, evitando a função “responder a todos” em seus e-mails e pensando duas vezes antes de mandar qualquer mensagem com palavras fortes.

Ele refuta a ideia de que a responsabilidade social corporativa (RSC) garante às empresas o equivalente em termos de relações públicas a um estoque de capital político: vigilantes digitais sempre presumirão que as empresas são culpadas e podem acrescentar a parcela de hipocrisia àqueles obcecados com a RSC, assim como fizeram com a BP após o vazamento. Ela alerta contra abordagens pré-moldadas a crises: a prescrição comum de se retratar rápida e completamente às vezes atiça a brasa, observa.

Dezenhall argumenta que a melhor defesa nessa era do escândalo global instantâneo é ser brilhante em seu emprego. Ele observa que, dois anos após a crise que quase destruiu sua carreira, Tiger Woods foi escolhido para um anúncio da Nike em que se lia “A vitória resolve tudo”.

Infelizmente isso talvez não se aplique a CEOs: caso você seja um ótimo golfista envolvido em um escândalo pessoal você pode se redimir no campo. Mas um presidente derrubado por uma turba irada nas mídias sociais nem sempre tem uma segunda chance.

 

Fontes:
The Economist-Beware the angry birds

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