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EM ENTREVISTA

Chanceler francês ironiza ‘urgência capilar’ de Bolsonaro

Em entrevista a jornal francês, Jean-Yves Le Drian comentou o episódio, mas disse que considerou a viagem ao Brasil ‘muito positiva’

Chanceler francês ironiza ‘urgência capilar’ de Bolsonaro
‘Todo mundo conhece as restrições próprias das agendas dos chefes de Estado’, disse o chanceler (Foto: Twitter/Jean-Yves Le Drian)

Ignorado pelo presidente Jair Bolsonaro durante sua visita ao Brasil no último dia 29, o chanceler francês Jean-Yves Le Drian comentou o episódio neste domingo, 4, em entrevista ao jornal francês Journal du Dimanche.

Na entrevista, Le Drian ironiou o que chamou de “urgência capilar” do presidente brasileiro. “Todo mundo conhece as restrições próprias das agendas dos chefes de Estado. Ao que parece, houve uma urgência capilar. Essa é uma preocupação que é estranha para mim”, disse o chanceler, em referência ao fato de ser calvo.

A entrevista foi compartilhada pelo chanceler em sua conta no Twitter. Ao jornal, Le Drian disse que, apesar do episódio, considerou a visita ao país “muito positiva”. “Tive encontros com meu colega [o chanceler Ernesto Araújo], com a sociedade civil brasileira, em particular com ONGs, mas também com a sociedade civil econômica. Também me reuni com os governadores de vários estados. A França tem interesse de conversar com o Brasil, com todos os brasileiros”, disse Le Drian.

No último dia 29 julho, Bolsonaro cancelou de última hora sua reunião com Le Drian por “motivos de agenda”. Porém, na hora aproximada do encontro, o presidente brasileiro apareceu em uma transmissão ao vivo no Facebook cortando o cabelo.

O episódio gerou mal-estar com o governo francês e analistas apontaram que a decisão de Bolsonaro pode atrasar a ratificação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), justamente porque é a França a principal crítica do pacto – que precisa do aval de todos os países membros da UE para ser ratificado.

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2 Opiniões

  1. Luiz Garcia disse:

    Acho interessante que qualquer político estrangeiro acha, que aqui no Brasil, tem que ser recebidos pelo presidente da república.
    Isso é piada. O chanceler francês foi recebido pelo seu colega hierárquico, ou sejam nosso chanceler.
    Ou vocês acham que nosso chanceler seria recebido pelo primeiro ministro francês,ou até mesmo pelo seu presidente, claro que não.
    Mas aqui,com nossa mídia tosca, a mesma que ecoa a”síndrome do vira-latas” do brasileiro, acha que nosso governante máximo,precisa se ajoelhar para quem aqui adentrar.
    Na negra do Lullo-Dilmo-Fáscio-nazi-comuno-petismo, isso acontecia sempre, a submissão institucional, que vergonhosamente demonstrava fraqueza e fragilidade.
    Desde a eleição do Bolsonaro essas situações ridículas e degradantes acabaram, mesmo que nossa extrema mídia, pateticamente, ache o contrário.
    Parabéns Capitão.

  2. Carmem disse:

    O fato é que ele agendou encontro com o Chanceler, se não queria recebê-lo não tinha agendado. simples assim. Que ficou feio, ficou e ponto.

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