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ELEIÇÕES ARGENTINAS

Chapa de Fernández amplia vantagem sobre Macri

Sondagens apontam que o candidato kirchnerista tem até 20% de vantagem sobre Macri e venceria o atual presidente em primeiro turno

Chapa de Fernández amplia vantagem sobre Macri
Eleições argentinas ocorrem no dia 27 de outubro (Foto: Montagem/Todo Noticias/Casa Rosada)

A chapa composta pelo candidato à presidência argentina Alberto Fernández e sua vice, a ex-presidente Cristina Kirchner, ampliou sua vantagem sobre a chapa do atual presidente, Mauricio Macri, em relação ao pleito de 27 de outubro.

A constatação vem de sondagens feitas por três institutos de pesquisa, que tiveram os resultados divulgados pela Reuters. Os institutos tornaram a divulgar as sondagens nesta semana, quebrando o silêncio observado após a onda de críticas por terem errado o prognóstico das Primárias, Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (Paso) – no qual falharam em apontar a ampla vitória de Fernández, com 47,78% dos votos contra 31,79% de Macri, na votação do último dia 11 de agosto.

Nas sondagens mais recentes, Fernández detém um percentual de vantagem sobre Macri que varia de 16,6% a 20%. A consultora Ricardo Rouvier & Associados aponta que, se as eleições fossem hoje, Fernández reuniria 51,9% dos votos, contra 34% de Macri, uma vantagem de 16,6 pontos percentuais.

Já a consultora Trespuntozero aponta uma vantagem de 51,9% de Fernández contra 34% de Macri, uma vantagem de 17,9%. Já a Clivajes Consultores coloca Fernández à frente de Macri com 52,6% das intenções de voto contra 32,5% de Macri, uma vantagem de 20,1%.

Em todos os cenários, a vitória de Fernández se daria sem a necessidade de segundo turno, uma vez que na Argentina para que um candidato vença em primeiro turno, precisa reunir 45% dos votos válidos, ou 40% com uma vantagem de pelo menos 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado.  

As consultoras reforçaram seus métodos de pesquisa para as sondagens atuais, no intuito de evitar erros que resultaram em projeções imprecisas nas primárias. O principal erro corrigido foi o maior acesso a bairros pobres e mais ênfase a pesquisa por telefone. Isso porque as classes mais baixas e os jovens foram os principais setores responsáveis pela vantagem de Fernández.

A possível vitória da chapa de Fernández tem deixado em alerta o mercado financeiro argentino, que teme as antigas políticas de controle da era kirchnerista. O peso argentino abriu esta terça-feira, 10, sendo cotado em 56,10 frente ao dólar e a inflação prevista para o ano já chega a 55%. Segundo informações da agência EFE, analistas consultados pelo banco central argentino projetam uma contração de 2,5% no PIB do país este ano. Para o ano que vem, está prevista uma contração de 1,1%. A projeção melhora em 2021, quando está previsto um crescimento de 1,9%.

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