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Chelsea Manning é solta após passar 62 dias na prisão

A ex-analista militar americana foi presa no início de março, por se recusar a depor sobre o caso WikiLeaks

Chelsea Manning é solta após passar 62 dias na prisão
No entanto, a liberdade Chelsea pode ser de curto prazo (Foto: Twitter/Chelsea E. Manning)

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A ex-analista militar americana Chelsea Manning foi libertada na última quinta-feira, 9, após passar 62 dias na prisão por ter se negado a depor ao grande júri responsável por investigar o caso WeakLeaks e seu fundador, Julian Assange – para quem ela repassou uma grande quantidade de documentos confidenciais do governo americano em 2010.

Segundo noticiou o Guardian, Chelsea foi presa em março na penitenciária William G Truesdale, localizada em Alexandria, na Virginia (EUA). Ela foi liberada após expirar, na quinta-feira, o mandato do grande júri que determinou a prisão. Os grandes júris são ferramentas da Justiça dos EUA, e são compostos por cidadãos americanos, escolhidos por sorteio, para investigar em sigilo casos de crimes federais graves.

No entanto, a liberdade Chelsea pode ser de curto prazo. Segundo advogados de Chelsea, antes mesmo de deixar prisão, ela recebeu uma nova intimação para depor no próximo dia 16 deste mês.

“Infelizmente, antes mesmo da libertação, Chelsea recebeu uma nova intimação. Isso significa que deve se apresentar a um grande júri diferente na próxima quinta-feira 16 de maio. Ela continuará se recusando a responder perguntas, e usará todas as defesas legais disponíveis para provar ao juiz distrital que ela tem justa causa para sua recusa em dar testemunho”, disseram os advogados da ex-analista militar, em comunicado.

Presa em 2010, Chelsea Manning foi condenada por espionagem em 2013, quando era analista de inteligência do exército americano. Ela foi sentenciada por um tribunal militar a 35 anos de prisão por fornecer ao WikiLeaks mais de 700 mil documentos diplomáticos e militares sigilosos.

O vazamento trouxe grande embaraço para o governo americano. Entre os documentos vazados, estavam as imagens do vídeo intitulado Collateral Murder (Assassinato Colateral, em tradução livre), que retratava um helicóptero americano em um ataque em Bagdá, no qual dois jornalistas da Reuters e outros civis foram mortos.

Em janeiro de 2017, em sua última coletiva de imprensa como presidente dos EUA, Barack Obama defendeu a concessão de perdão a ex-analista militar. Na época, ela teve a pena comutada por Obama e foi solta em maio daquele ano, após cumprir sete anos de prisão.

Na coletiva, Obama disse que “Chelsea Manning cumpriu uma pena dura” e que o tempo que passou na prisão é suficiente para convencer outras pessoas dispostas a vazar documentos sigilosos a “nem pensarem que é possível se livrar de um castigo”.

Obama afirmou que caso de Chelsea era diferente de outros envolvidos em vazamentos, como o ex-analista de inteligência Edward Snowden e Julian Assange, uma vez que ela “foi a julgamento, cumpriu-se a lei, ela assumiu a responsabilidade por seu crime, recebeu uma sentença muito desproporcional em relação à sofrida por outras pessoas que vazaram segredos e cumpriu um tempo importante da sua sentença”.

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