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prima da dengue

Chikungunya já atinge 1 milhão de pessoas no mundo

Mais de 50% dos casos da doença são na República Dominicana, que já registrou mais de 520 mil pacientes com sintomas da doença. Brasil chegou a 2 mil casos registrados

Chikungunya já atinge 1 milhão de pessoas no mundo
Pesquisadores acreditam que número de casos devem aumentar com a chegada do verão (Foto: Reprodução/CNN)

A febre chikungunya, transmitida pelo mesmo mosquito que a dengue, chegou a cerca de 1 milhão e 30 mil casos registrados na América Latina, sendo 155 fatais. Desse total, 520 mil são na República Dominicana, 5% do total da população local. Brasil tem mais de 2 mil pacientes da doença. Já os Estados Unidos registraram apenas 11 casos de infecção pelo vírus no país, todos nos estado da Flórida.

A doença, que foi trazida a América por viajantes vindos da Ásia e da África, tem sintomas semelhantes à dengue e também é transmitida pelo Aedes aegypti, porém, outro mosquito da mesma família, o Aedes albopictus, também pode ser responsável pelo contágio.

O Brasil ultrapassou o índice de 2 mil infectados, sendo um país que constantemente sofre epidemias de dengue, o avanço da doença preocupa. A chegada do verão é motivo de alarme para os especialistas, pois o calor torna os mosquitos mais ativos. Ou seja, a temperatura deve alavancar ainda mais o número de casos.

A maior preocupação dos pesquisadores em relação à propagação da doença é a sobrecarga dos sistemas de saúde de cada país, pois a doença raramente é fatal, menos de 0,1% dos casos de infecção levaram os pacientes a óbito.

Diferentemente da dengue, que tem quatro diferentes gêneros do vírus, a chikungunya tem somente um tipo, o que faz com que um paciente da doença, após ser curado, tenha imunidade a ela por um longo período. Logo, o crescimento do número de casos aumenta também o número de pessoas imunes.

No momento, os pesquisadores buscam entender por que houve a propagação da doença nesse período, os riscos de uma epidemia, os níveis de imunidade à doença, os riscos de animais portarem o vírus e criarem um ciclo de infecção e o impacto econômico da propagação do vírus. “Modelo matemáticos estão sendo construídos por vários grupos de pesquisa no mundo com o objetivo de dar confiabilidade às projeções de futuras epidemias”, concluiu o membro da London School of Hygiene and Tropical Medicine, Laith Yakob.

Fontes:
CNN-The debilitating outbreak sweeping the Americas

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