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América Latina

Chile se junta a outras nações latinas-americanas abaladas por escândalos

O alvo mais proeminente de críticas é a presidente Michelle Bachelet. Seu filho foi acusado de usar sua influência durante sua campanha para garantir um empréstimo para um negócio

Chile se junta a outras nações latinas-americanas abaladas por escândalos
Bachelet voltou à presidência em 2014 em uma plataforma que visava aliviar a desigualdade (Reprodução/Wikimedia)

Escândalos estão abalando uma série de governos latino-americanos este ano, como a morte misteriosa do promotor na Argentina, o afastamento do primeiro-ministro do Peru devido a um escândalo de espionagem, além das revelações do esquema de corrupção na Petrobras.

Pensava-se que o Chile estivesse acima de tais agitações, dada a sua reputação como uma das nações menos corruptas da região. Mas, uma série de escândalos está tumultuando o cenário político chileno, levantando dúvidas repentinas sobre um país que tem sido o queridinho das instituições financeiras internacionais.

O alvo mais proeminente de críticas é a presidente Michelle Bachelet, uma pediatra de 62 anos que voltou à presidência em 2014 em uma plataforma que visava aliviar a desigualdade. Nas últimas semanas, seu filho foi acusado de usar sua influência durante sua campanha para garantir um empréstimo para um negócio de terras.

No entanto, a oposição conservadora também está sob investigação após as prisões de executivos de um dos maiores grupos financeiros do Chile, em março, acusados de fraude fiscal, corrupção e lavagem de dinheiro. Os promotores dizem que as acusações resultam de um esquema ilegal para financiar a União Democrática Independente, um partido de direita.

Contribuindo para a ira contra a corrupção se espalhar no país, uma mineradora gigante controlada por Julio Ponce Lerou, o ex-genro do ditador chileno Augusto Pinochet, está envolvida em uma investigação sobre pagamentos questionáveis a uma série de figuras políticas, em grande parte, de direita, mas também a figuras do governo e legisladores na coalizão de centristas e esquerdistas de Bachelet.

“Todas essas revelações estão fazendo com que o sistema entre em choque de uma vez”, disse Pablo Collada, o diretor do Intelligent Citizen (Cidadão Inteligente, em tradução livre), uma organização que promove a transparência na política. “É como se nós percebêssemos que isto é um pântano e que todo mundo tem um pé na lama.”

Fontes:
The New York Times-Chile Joins Other Latin American Nations Shaken by Scandal

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