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CHILE

Chilenos marcham contra o sistema previdenciário

Manifestantes protestam contra o sistema previdenciário e a proposta de reforma do presidente Sebastián Piñera

Chilenos marcham contra o sistema previdenciário
Sistema foi criado durante a ditadura de Pinochet (Foto: No Máx Afp/Facebook)

Os chilenos foram às ruas no último domingo, 31, para protestar contra o sistema previdenciário do Chile. Aproximadamente 2 mil pessoas pediram o fim dos Administradores de Fundos de Pensão (AFP), que é constantemente criticado por sua gestão do fundo, e se posicionaram contra a reforma previdenciária proposta pelo presidente do país, Sebastián Piñera.

De acordo com os participantes do protesto, convocado pelo movimento No + AFP, o sistema previdenciário chileno oferece pensões muito baixas a aposentados. Segundo os manifestantes, em muitos dos casos as pensões oferecidas ficam abaixo do salário mínimo do Chile, que é de cerca de US$ 400 (cerca de R$ 1.500).

“Estamos aqui para protestar contra as injustiças dos AFPs, por causa da desigualdade que existe. Tenho 56 anos, quando me aposentar, vou receber uma ninharia. É por isso que estou na rua, é por isso que estou me mobilizando”, apontou Walter, um funcionário público do Chile.

O sistema previdenciário do Chile foi criado durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), sendo desenvolvido por José Piñera, irmão do presidente Sebastián Piñera. No Chile, as contribuições para a Previdência são feitas apenas pelos empregados. Piñera já anunciou mudanças no sistema, mas não agradou os manifestantes.

De acordo com Luis Mesina, porta-voz do movimento, a reforma proposta por Piñera “pretende continuar incorporando medidas que não fazem nada além de manter o respirador artificial deste sistema que está em colapso, parece ser uma provocação”. Considerado pioneiro, o sistema previdenciário chileno serve de modelo para vários países, inclusive para a proposta da reforma da Previdência no Brasil.

Anteriormente, a ex-presidente Michelle Bachelet já havia tentado reformar a Previdência no Chile, enviando três propostas ao Congresso chileno. Os projetos previam o aumento de 20% nas pensões. Os empregados continuariam contribuindo com 5% dos rendimentos, sendo que 3% iria para as contas dos trabalhadores e 2% para poupança coletiva.

Leia também: Reforma da Previdência vira tema urgente no Chile

Fontes:
AFP-Chile tem novo protesto contra sistema previdenciário

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