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EM PLEBISCITO

Chilenos votam por mudar a Constituição de Pinochet

Em plebiscito, maioria vota por mudar a Constituição promulgada na gestão do ditador. Consulta foi aberta em resposta à demanda de manifestantes

Chilenos votam por mudar a Constituição de Pinochet
Participaram do plebiscito 1,5 milhão de eleitores (Foto Twitter/RSB Chile)

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A população chilena confirmou por meio de um plebiscito feito em mais de 200 municípios o desejo de mudar a Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet.

A consulta pública começou a ser feita ao longo da semana passada, através de sites de prefeituras na internet, e encerrou no último domingo, 15, com a votação presencial.

Segundo noticiou a AFP, participaram do plebiscito 1,5 milhão de eleitores. Os primeiros resultados foram divulgados no domingo, pela Associação Chilena de Municípios, e são referentes à votação eletrônica. Os 29 municípios que realizaram a consulta pela internet totalizaram 1.055.044 de votos. Do total, 846.110 votaram a favor de mudar a Constituição.

“Cerca de 80% dos cidadãos pedem uma nova Constituição e 70% pedem que essa Constituição seja feita por uma constituinte”, disse Felipe Delpin, prefeito de La Granja, região Metropolitana da capital Santiago.

O número esmagador de votos a favor de mudar a Constituição confirma o que as pesquisas de opinião vinham apontando. A consulta pública foi aberta por prefeitos em resposta à demanda de manifestantes, que desde outubro promovem uma onda de protestos no país. No plebiscito, os eleitores também priorizaram questões como aposentadorias, saúde e educação pública – todas elas demandas exigidas nos protestos. A consulta municipal é vista como um termômetro para outro plebiscito, em âmbito nacional, que está marcado para ocorrer em abril de 2020.

A onda de protestos no Chile teve início após o governo anunciar um aumento no valor da tarifa do metrô – reajuste que foi cancelado em seguida, diante da forte rejeição.

Desde então, o governo chileno já anunciou uma gama de medidas para conter a revolta popular. O presidente Sebastian Piñera, a quem os manifestantes pedem a renúncia, já anunciou aumento de até 20% para aposentadorias mais baixas; elevou o salário mínimo de US$ 151 (R$ 615,22) para US$ 181 (R$ 737,45); cancelou um aumento na tarifa de energia previsto para entrar em vigor em novembro; elevou a tributação cobrada de pessoas com salários superiores a US$ 11 mil por mês (R$ 44 mil); anunciou planos para reduzir os salários e o número de parlamentares e funcionários públicos; e planos para limitar o número de reeleições no país.

A mais recente medida anunciada por Piñera foi a chamada “Agenda Antiabusos”, que visa combater com mais rigor os crimes do “colarinho branco” – como são popularmente chamados os crimes corporativos, perpetrados por integrantes do setor de negócios e do governo.

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1 Opinião

  1. Almanakut Brasil disse:

    Chilenos de Bachelet e Norambuena são CHINELOS.

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