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Guerra de dois fronts

China enfrenta os EUA no ciberespaço e o Japão no espaço aéreo

Enquanto troca acusações sobre ciberespionagem com os EUA, China invade espaço aéreo japonês durante exercícios militares

China enfrenta os EUA no ciberespaço e o Japão no espaço aéreo
Pequim adotou medidas agressivas contra os EUA e o Japão (Reprodução/Beijing Holiday)

A China está empenhada em duas batalhas territoriais diferentes: uma no ciberespaço, contra os EUA. Outra no mundo físico, contra o Japão.

Dias após os EUA indiciarem cinco membros do governo chinês por espionagem e roubo de propriedade intelectual, Pequim adotou medidas mais agressivas como resposta e proibiu estatais chinesas de contratarem os serviços de empresas de consultoria americanas. Segundo Pequim, tais empresas, como BCG, McKinsey e Boston Consulting Group, são potenciais espiãs do país, capazes de roubar informações importantes sobre o governo.

Leia mais: EUA acusam formalmente o exército chinês de ciberespionagem

A resposta também afetou empresas de tecnologia americanas presentes na China. A partir de agora, todas elas terão de se submeter a um novo processo de análise de segurança. As que forem reprovadas não poderão operar no país. O Windows 8, por exemplo, foi banido.

Enquanto isso, no mundo físico, um avião chinês invadiu cerca de 30 metros do espaço aéreo do Japão durante os exercícios militares praticados em parceria com a Rússia no último fim de semana. A área invadida fica próximo ao arquipélago de oito ilhotas que é alvo de uma disputa territorial entre os dois países.

Segundo o Ministério da Defesa do Japão, foi o mais próximo que aviões de guerra chineses já chegaram da aérea controlada pelas forças de defesa japonesas. O governo chinês, no entanto, disse que não invadiu o espaço aéreo do país e acusou o Japão de tentar intervir nos exercícios militares que realizava com a Rússia, introduzindo aviões militares no espaço aéreo chinês.

É improvável que as empresas de consultoria americanas deixem de atuar na China, pois seus clientes não se restringem às estatais do governo. Também é pouco provável que a hina vá banir todas as empresas de tecnologia do país, levando em conta que depende de tais empresas.

Mas a invasão do espaço aéreo japonês pode elevar ainda mais a tensão entre a China e o Japão, levando a um drástico incidente na região disputada.

Fontes:
Financial Times-China clamps down on US consulting groups
SCMP-China fighters in ‘dangerous’ brush with Japanese planes

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1 Opinião

  1. Amilcar Cabral disse:

    Enquanto isso no Brasil, estamos preocupados com os aeroportos que não ficaram prontos para o campeonato de jogo de bola. Dominaremos o mundo algum dia, só com bolas, chuteiras e um apito. Somos a sétima economia.

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