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HONG KONG E MACAU

China fala em aprimorar o modelo ‘um país, dois sistemas’

Comunicado emitido pelo Partido Comunista após conferência fala em salvaguardar a segurança em Hong Kong e Macau e estimular a reunificação com Taiwan

China fala em aprimorar o modelo ‘um país, dois sistemas’
Onda de protestos em Hong Kong é o maior desafio de Xi Jinping (Foto: Xinhua)

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O governo da China anunciou que pretende aprimorar seu sistema de indicação de líderes para governar as regiões especiais do país, Hong Kong e Macau, que vivem sobre o modelo “um país, dois sistemas”.

O anúncio foi dado em um comunicado emitido após uma conferência de quatro dias do Partido Comunista, ocorrida entre 28 e 31 de outubro.

“A sessão plenária propôs manter e aprimorar o modelo ‘um país, dois sistemas’ e promover a reunificação pacífica da pátria. […] A Região Administrativa Especial de Hong Kong e a Região Administrativa Especial de Macau devem ser governadas em estrita conformidade com a Constituição e a Lei Básica, e a prosperidade e estabilidade em longo prazo de Hong Kong e Macau devem ser protegidas. Estabelecer e melhorar o sistema legal e o mecanismo de execução para salvaguardar a segurança nacional em regiões administrativas especiais. Devemos avançar firmemente no processo de reunificação pacífica da pátria, melhorar os arranjos institucionais e medidas políticas para promover intercâmbios e cooperação através do Estreito [de Taiwan], aprofundar a integração e o desenvolvimento através do Estreito e proteger o bem-estar dos compatriotas de Taiwan, e unir os compatriotas de Taiwan para que se oponham em conjunto à ‘independência de Taiwan’ e promovam a reunificação”, diz o extenso documento.

O texto, no entanto, não detalha que mecanismos serão usados para aprimorar o modelo sob o qual vivem as regiões especiais. Tampouco detalha como Pequim pretende fortalecer entre taiwaneses a proposta de reunificação com a China.

Hong Kong se tornou o maior desafio político do presidente Xi Jinping desde que chegou ao poder, em 2013. A região vive uma onda de protestos que já chegou a sua 21ª semana, sem indícios de que os manifestantes pretendem retroceder.

Os protestos foram iniciados após o governo da líder local, Carrie Lam, aprovar um polêmico projeto de lei que autorizava extradições para a China. A população local denunciou o projeto como mais uma investida de Pequim sobre a região. Hong Kong tem sido destino de muitos chineses que fogem da pobreza e da perseguição política da China. Logo, o projeto de extradições foi visto como uma forma de Pequim de perseguir dissidentes e opositores do continente.

A forte rejeição levou Carrie Lam a cancelar totalmente o projeto, porém medida não cessou as manifestações. Isso porque os protestos atuais reacenderam o espírito das manifestações de 2014, conhecidas como Revolução dos Guarda-Chuvas. Naquele ano, os protestos foram iniciados em reposta às constantes interferências de Pequim no processo de escolha de líderes locais.

Hong Kong foi ocupada pela Inglaterra após a guerra do ópio e viveu sob o domínio britânico até 1997, quando foi devolvida à China. Durante o domínio britânico, Hong Kong viveu sob um sistema próprio de leis e fronteiras e com maior liberdade de expressão, num modelo similar ao de democracias ocidentais. Após a transferência da soberania da região para a China, o governo de Pequim se comprometeu a respeitar o modelo “um país, dois sistemas”. No entanto, as investidas da China na política local vêm apontando o contrário. Atualmente, os manifestantes pedem por democracia, pela saída de Carrie Lam do poder e por eleições livres.

A questão de Taiwan

Mais de um século atrás, Taiwan já foi uma província da China. Em 1928, o Partido Nacionalista chinês (mais conhecido como Kuomintang, ou KMT) ascendeu ao poder e governou a China até 1949, quando foi derrubado pelo Partido Comunista, de Mao Tsé-Tung.

Os líderes do partido, então, se refugiaram em Taiwan, e passaram a apontar o local como “a verdadeira China”. Atualmente, há entre moradores de Taiwan o desejo declarar independência, algo que o Partido Comunista Chinês se opõe, por ainda considerar a ilha uma de suas províncias.

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1 Opinião

  1. Rogerio Faria disse:

    No Brasil, atualmente, é um País sem sistema…

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