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POLÍTICA DO FILHO ÚNICO

China garante o futuro de sua mão de obra

China aprova programa que acaba com a política do filho único, cujo resultado final será a criação de mais 30 milhões de postos de trabalho em 2050

China garante o futuro de sua mão de obra
Nova política chinesa vai desacelerar o processo de envelhecimento demográfico do país (Foto:

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Com mais de 1,3 bilhão de habitantes, a China tem números que assustam os demais países do mundo. Pequim estuda para os próximos dias cancelar a “política de um filho” – implantada na década de 70 para conter o avanço populacional – e autorizar que os casais possam ter dois filhos.

Na gigantesca matemática do país asiático, onde nascem 16,87 milhões de chinesinhos por ano – isso significaria a geração de mais três milhões de nascimentos anuais. Assim, o resultado final seria a criação de mais 30 milhões de postos de trabalho já em 2050 – como projetam as autoridades.

Desculpe o trocadilho, mas os chineses abriram os olhos para o futuro. Esta semana, o porta-voz da Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar, Wang Pei’an, disse que a flexibilização da lei – de um para dois filhos – vai permitir que mais de 90 milhões de mulheres tenham a possibilidade de gerar uma segunda criança. Assim, o número de nascimentos por ano subirá para quase 20 milhões. Tudo em nome da mão de obra e da força de produção do país mais pujante – e poluidor também – do planeta.

Tais números impressionam ainda mais numa comparação com o Brasil – que não conta com qualquer planejamento de âmbito familiar – e onde nascem a cada ano cerca de 2,9 milhões de crianças. Considerando o número de óbitos – 1,2 milhão anuais – chegamos ao nosso crescimento populacional de 1,7 milhão.

Ao contrário de Pequim, os números aqui não são estimados para mover a força de mão de obra da massa trabalhadora, mas servem para meter a mão na bolsa da viúva e promover programas sociais do governo Federal como o Bolsa Família e o Auxílio Reclusão.

No longo prazo, segundo o IBGE, antes mesmo de a China colocar seus segundos filhos no mercado de trabalho, o Brasil já experimentará – em 2042 – irreversível queda de população, com 2,15 milhão de óbitos por ano contra 2,12 milhão de nascimentos.

O chinês Wang avalia que o sangue novo melhorará a idade média da força de trabalho no país, reduzindo a porcentagem dos mais velhos na população em 2%, além de desacelerar o processo de envelhecimento demográfico. São dois coelhos com uma cajadada só. No entanto, o porta-voz teme que a China ainda não esteja pronta para abolir um limite no número de filhos por casal porque precisa gerenciar o crescimento populacional.

O que valerá mais no futuro? Reduzir a mão de obra ou apostar na superpopulação? Quem viver verá.

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