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REGIÃO DISPUTADA

China intercepta navios dos EUA no Mar da China Meridional

Porta-voz do Ministério da Defesa chinês diz que os EUA ‘violaram gravemente a soberania chinesa’ ao entrar na região

China intercepta navios dos EUA no Mar da China Meridional
Região é disputada por China, Vietnã, Filipinas, Tailândia, Malásia e Brunei (Foto: Flickr/Official U.S. Navy)

A Marinha da China anunciou no último domingo, 26, que enviou dois navios de guerra para identificar e notificar dois navios de guerra dos Estados Unidos, o destróier “Higgins” e o cruzeiro “Antietam”, que foram detectados navegando em águas do Mar da China Meridional, região ao sul da China disputada por vários países. As informações são do New York Times.

Em um comunicado oficial divulgado em seu portal na internet, o Ministério da Defesa chinês informou que os navios foram interceptados e receberam ordens para se retirar. O órgão não forneceu maiores detalhes sobre o encontro.

Os navios de guerra americanos chegaram a 12 milhas náuticas das ilhas Paracels, um arquipélago artificial construído pelo governo da China para marcar presença na região, que fica entre o sul da China e a costa do Vietnã. O porta-voz do Ministério da Defesa, o coronel Wu Qian, disse que os EUA “violaram gravemente a soberania chinesa”.

O episódio é mais um na escalada de confrontos entre EUA e China, que envolvem também a ameaça de uma guerra comercial e a negociação do fim do programa nuclear da Coreia do Norte, uma aliada chinesa.

O Mar da China Meridional é uma região disputada por China, Vietnã, Filipinas, Tailândia, Malásia e Brunei. Os EUA defendem que a região mantenha o status de águas internacionais livres para navegação. A China vem aumentando a presença militar na região, reforçando e armando bases nas ilhas Paracels e nas ilhas Spratly. No último dia 18, Pequim anunciou que bombardeiros chineses H-6K pousaram pela primeira vez em uma base nas ilhas Paracels.

No início deste mês, os EUA protestaram formalmente contra o envio de mísseis, radares e outros equipamentos militares a três ilhas artificiais construídas pela China no arquipélago de Spratly. Para o governo americano, a medida quebra a promessa feita em 2015, pelo presidente chinês, Xi Jinping, de não militarizar a disputa.

A disputa pela soberania local é antiga, mas se acirrou na última década, chegando às portas de um conflito armado. A região é rica para pesca e estima-se que ela guarda grandes reservas de petróleo. Além disso, ela é uma importante rota comercial. Um terço do transporte naval do mundo passa pelo Mar da China Meridional, movimentando por ano cerca de US$ 5 trilhões.

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1 Opinião

  1. Francisco Taborda disse:

    A ganância e a estreiteza de visão do ocidente enriqueceu a China. Ela se transformou em um dragão gigante que vai engolfar tudo o que estiver ao seu alcance. Também, vai estender sua influência o mais distante que puder. Se o Paradoxo de Tucídides, ainda, valer de algo, teremos uma guerra bastante séria, no médio prazo. Possivelmente, a primeira a empregar armas táticas nucleares. Quem sobreviver poderá contar a história.

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