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Arqueologia Marinha

China proíbe pesquisas arqueológicas em águas disputadas

Governo chinês está impedindo excursões patrocinadas por outros países em quase todo o disputado Mar da China Meridional

China proíbe pesquisas arqueológicas em águas disputadas
Uma réplica de um navio usado pelo explorador Zheng He há cerca de 600 anos em um museu em Nanjing (Reprodução/ Getty Images)

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Irritado com disputas territoriais crescentes em águas que vê como parte de seu território, o governo chinês começou a impôr sua soberania sobre milhares de naufrágios em uma vasta área em forma de U que cobre quase todo o Mar da China Meridional.

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A China mandou sua guarda costeira monitorar navios estrangeiros na região e impedir o que vê como

Fonte: Center for Strategic International Studies/Wall Street Journal

pesquisas arqueológicas ilegais em seu território, na medida em que também despeja dinheiro em um programa estatal de arqueologia marinha. Arqueólogos chineses estão preparando um levantamento extensivo dos locais de submarinos naufragados, inclusive em áreas disputadas.

Segundo o governo chinês, seus esforços irão coibir o roubo e a caça a tesouros que já destruíram inúmeros sítios e abasteceram o mercado global com antiguidades chinesas saqueadas do fundo do mar.

Há também uma dimensão política para explicar os planos da China. Pesquisadores chineses aspiram abertamente a encontrar evidências arqueológicas que reforcem suas reivindicações territoriais no Mar do Sul da China, reivindicações que se sobrepõem às de países como Vietnã, Malásia, Brunei, Taiwan e Filipinas.

“Queremos encontrar mais evidências para provar que o povo chinês esteve lá e viveu lá, evidências históricas que podem ajudar a provar que a China é a dona soberana do Mar do Sul da China”, disse Liu Shuguang, diretor do Centro de Patrimônio Cultural Subaquático do governo chinês.

As tensões na região têm aumentado devido à intensificação da campanha chinesa para fazer valer sua autoridade não somente no Mar do Sul da China, mas também no Mar da China Oriental, que disputa com o Japão. No dia 23 de novembro, a China proclamou uma nova zona de defesa aérea sobre ilhas administradas por Tóquio, provocando a ira de japoneses e americanos.

 

Fontes:
Wall Street Journal - Chinese Territorial Strife Hits Arqueology

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1 Opinião

  1. Isam disse:

    Bastou crescer economicamente vendendo produtos de terceira categoria para mostrar as garras, provocando instabilidade mundial, pois estão querendo ocupar o lugar da outrora poderosa URSS. Logo, logo, começarão a nova guerra fria com o EUA .

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