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China tenta recuperar relíquias espalhadas pelo mundo

A origem de milhares de relíquias chinesas espalhadas pelo mundo são nebulosas

China tenta recuperar relíquias espalhadas pelo mundo
Estátua de Buda descoberta em um museu de Budapeste (Reprodução/Economist)

Antes de ser retirada da exposição no início de abril, uma estátua de Buda destacava-se em meio a outras obras de arte expostas no Museu de História Natural de Budapeste. Coberto por camadas de argila, esmalte e uma pintura dourada havia um monge mumificado há mil anos. As origens dessa relíquia chinesa, uma entre as milhares espalhadas pelo mundo, muitas delas saqueadas, eram nebulosas até que um vilarejo no sudeste da China reivindicou sua posse.

Em 6 de março Lin Yongtuan de Yangchun viu por acaso a fotografia da estátua enquanto navegava on-line. Achou-a parecida com a estátua de Zhanggong Zushi, um monge reverenciado pelos moradores do vilarejo, roubada do templo local em 1995. Depois de pesquisar em arquivos e em fotografias desbotadas, as autoridades concordaram com a opinião de Yongtuan e pediram seu retorno. Porém não será um pedido fácil de ser atendido. A estátua pertence a um colecionador particular, que a adquiriu em 1995 de outro colecionador que a comprara de um “chinês de Hong Kong e um admirador sincero das artes”. Mas se houver um firme propósito de recuperá-la, é possível que se encontre uma solução.

Em 2009 a casa de leilões Christie’s vendeu duas cabeças de bronze chinesas, apesar da desaprovação declarada de Pequim. O lance vencedor de US$38 milhões partiu de um conselheiro do Fundo para Tesouros Nacionais da China, que se recusou a pagar. Por fim, o presidente do grupo francês Kering e proprietário da Christie’s, comprou as cabeças e doou-as ao Museu Nacional da China. Elas foram repatriadas em 2013, o mesmo ano em que a Christie’s foi a primeira casa de leilões ocidental a obter permissão de funcionar na China.

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