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China vê oportunidade econômica em rotas no Oceano Ártico

Transporte marítimo pelo Ártico aumenta à medida em que o gelo derrete, despertando um grande interesse econômico da China

China vê oportunidade econômica em rotas no Oceano Ártico
No ultimo verão, 71 navios de carga chineses passaram pelo Ártico (Reprodução/Internet)

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A China tem um grande interesse no Oceano Ártico. Na semana passada, o quebra-gelo chinês, Xue Long (“Dragão Chinês”), embarcou em sua sexta expedição ao Ártico, com 65 cientistas a bordo.

Um novo quebra-gelo, orçado em 1,3 bilhão de yuan (cerca de US$ 210 milhões) está sendo construído e em dezembro do ano passado a China abriu um centro de pesquisa em Xangai em parceria com outros países nórdicos.

As oportunidades de transporte através da Rota do Mar do Norte aumentam, à medida em que o gelo do Ártico derrete. Em 2010, quatro navios atravessaram a rota. No ultimo verão, 71 navios de carga seguiram o mesmo trajeto. Em alguns pontos da rota, cada navio precisa estar acompanhado de um quebra-gelo, logo não se sabe quando o caminho estará livre para o transporte de massa.

Estimativas climáticas apontam que na metade deste século, o Ártico terá verões em que suas águas estarão completamente livres de gelo. O caminho pelo Ártico reduz em 22% a distância entre Roterdã, na Holanda, e Xangai. Segundo o instituto de pesquisa polar chinês Yang Huigen, entre 5% e 15% do comércio internacional chinês sera feito através da Rota do Mar do Norte.

Mas, segundo Linda Johnson, do Centro de Estudos Americanos da Universidade de Sidney, “essa previsão é bastante otimista” e é exagerada a comparação entre a Rota do Mar do Norte chinês e o Canal de Suez, no Mediterrâneo. Segundo Linda, as condições climáticas e ambientais farão da rota um caminho difícil.

A China, que é um dos países que mais investem na mineração da Groelândia, fechou um acordo com a petroleira estatal russa Rosneft para explorar petróleo offshore no Ártico. Mas os recursos submersos são de propriedade das Zonas Econômicas Exclusivas dos países litorâneos, na maior parte a Rússia. Logo, se a China quiser explorar energia no Ártico, terá de ser em parceria.

Fontes:
The Economist-Polar bearings

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