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Interrogatórios

CIA defende métodos adotados após 11 de setembro

Diretor da agência admitiu, no entanto, que algumas das técnicas de interrogatório eram 'duras' e 'repulsivas', e que alguns agentes se excederam

CIA defende métodos adotados após 11 de setembro
Diretor da CIA, John Brennan (Fonte: Reprodução/AFP)

Em pronunciamento nesta quinta-feira, 11, o diretor da CIA, John Brennan, defendeu os métodos de interrogatório usados pela agência após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Brennan admitiu, no entanto, que algumas das técnicas eram “duras” e “repulsivas”, e que alguns agentes se excederam, mas que a maioria “cumpriu seu dever”.

As declarações se seguem à divulgação nesta semana de um relatório do Senado dos EUA que revelou métodos de tortura usados contra suspeitos de terrorismo.

De acordo com o relatório, os interrogatórios eram “brutais” e as torturas incluíam privação de sono, tapas, sujeição de suspeitos a baixas temperaturas e simulação de afogamento. Além disso, o documento afirma que os métodos adotados pela CIA resultaram em poucos detalhes de inteligência valiosos.

Brennan ressaltou, no entanto, que “nossas avaliações mostram que os programas de detenção e de interrogatórios produziram dados de inteligência úteis, que ajudaram os Estados Unidos a minar planos de ataque, capturar terroristas e salvar vivas”.

Por outro lado, o diretor da CIA admitiu que não se sabe se o uso das técnicas de interrogatório citadas no relatório do Senado norte-americano foi responsável por obter informações.

A ONU e grupos de direitos humanos pediram que autoridades envolvidas no programa, realizado entre 2001 e 2007, sejam julgadas, mas é pouco provável que isso aconteça.

Fontes:
BBC Brasil - Chefe da CIA defende estratégia adotada após 11 de Setembro

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