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Tratamento contra câncer

Cientistas descobrem substância que pode eliminar efeitos colaterais da quimioterapia

A substância pode ser usada como tratamento direcionado às células cancerígenas, tornando o tratamento mais eficiente

Cientistas descobrem substância que pode eliminar efeitos colaterais da quimioterapia
Caso aprovado, o novo medicamento afetaria apenas as células cancerígenas e não as saudáveis (Foto: Wikipedia)

A réplica celular fora de controle é a principal causa do desenvolvimento de câncer, e os laboratórios buscam uma forma eficiente de desenvolver medicamentos que interferem nesta reprodução descontrolada há muito tempo.

Infelizmente, a maioria dos medicamentos existentes sabota tanto células cancerígenas quanto saudáveis. Isto causa efeitos colaterais terríveis e significa que os médicos devem usar doses menores que o ideal. No entanto, Oliver Thorn-Seshold e Dirk Trauner, dois químicos da Universidade Ludwig Maximiliam, em Munique, esperam mudar esta situação. Eles estão tentando desenvolver um medicamento que controla quais células serão afetadas utilizando luz.

Eles acham que descobriram uma maneira eficaz de fazer isso utilizando uma substância chamada combretastatina, que pode ser encontrada no tronco de uma árvore sul-africana.

Esta árvore contém vários tipos de combretastatina que são extremamente eficientes em interromper a reprodução descontrolada das células. Os dois químicos analisaram particularmente a versão conhecida como combretastatina A-4. Ela vem em dois arranjos, chamados isômeros, que têm a mesma fórmula química, mas formas diferentes. Um dos isômeros é um mau sabotador da atividade de reprodução, enquanto o outro é extremamente eficaz. As perguntas que os pesquisadores tinham de responder era como converter um tipo para o outro usando um feixe de luz.

Testes mostraram que eles poderiam fazer isso ao substituir dois átomos de carbono da molécula por átomos de nitrogênio. A ligação química gerada a partir da substituição permite que o isômero não tóxico, que pouco faz para romper a reprodução celular, passe a ser tóxico quando a luz azul é direcionada a ele. Esta transformação pode ser revertida de forma simples ao desligar a luz. E luz azul, ao contrário da ultravioleta, utilizada em testes anteriores, é inofensiva.

De acordo com o relatório de Oliver e Dirk, o sistema funciona em laboratório. Eles misturaram a combretastatina modificada, que chamam de photostatin, com células de câncer de mama, e deixaram algumas amostras no escuro enquanto expuseram outra a pulsos de luz azul a cada cinco minutos. O medicamento se provou 200 vezes mais eficaz quando exposto à luz do que as deixadas no escuro. É ainda mais eficaz (250 vezes mais potente que a amostra não iluminada) quando exposta à luz violeta, e apenas 75 vezes mais quando exposto à luz azul clara. A photostatin parece poder graduar o seu efeito de acordo com a necessidade.

Descobertas como esta podem parecer promessas vazias. E poucos conseguem sair do laboratório e chegar às clínicas. Mas se as photostatins conseguirem completar a transição, será um avanço surpreendente.

Fontes:
Economist-Colourful chemotherapy

1 Opinião

  1. paulo fernando disse:

    Parabéns aos cientistas dessa descoberta que certamente trará um grande beneficio para a humanidade.

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